domingo, 1 de abril de 2012

TESTEMUNHO MUITO EDIFICANTE (IR. JAIR) - GLÓRIA À DEUS.


No ano de 1958 tinha sete anos de idade, era meu pai, minha mãe e mais três irmãos, sendo um mais novo que eu e dois mais velhos.
Minha mãe me levava com meu irmão mais novo nas igrejas evangélicas, pois estava a procura do Caminho de Deus. Quando entravamos nestas igrejas e vinha os porteiros com o saco para recolher dinheiro, nós íamos embora, pois minha mãe dizia que sentia que o verdadeiro caminho não precisava ninguém exigir dinheiro, então íamos a outra igreja evangélica, e sucedia a mesma coisa.
Neste mesmo ano ela recebeu o testemunho desta santa graça e foi convidada para ir congregar no Brás, quando entrou e viu a separação das irmãs de um lado com véu na cabeça e os irmãos do outro lado, e quando ouviu o som da orquestra, o Senhor converteu o seu coração e em poucos dias o Senhor a chamou nas águas do santo batismo.
Meu pai era um homem trabalhador, honesto, só que bebia e quando estava bêbado ficava violento, batia na minha mãe e queria impedir dela congregar, mas o Senhor lhe dava forças para buscar a  santa Palavra.
No dia 26 de Novembro de 1959 eu estava brincando na rua com os coleguinhas, quando minha mãe me chamou para ir orar com ela, e estava muito angustiada e ao dobrarmos o joelho ela só chorava, uma tristeza muito grande tomou conta do meu coração e por ver ela chorar eu chorava também, pois sabia que meu pai tinha batido nela na noite anterior, e ela tinha problema no coração, e bronquite asmática. Comecei a orar e pedia de todo o meu coração que Deus tivesse misericórdia dela, ela chorava muito e eu também, e quando estava clamando a Deus senti um fogo que desceu do céu, e o Senhor me batizou com a Promessa do Espírito Santo com evidência de novas línguas.
Aí o choro se transformou em alegria, ficamos cerca de duas horas de joelhos e quando levantamos minha mãe me abraçou, e disse: Meu filho que obra que Deus fez, libertou-me da angústia e ainda te batizou com a Promessa do Espírito Santo. Eu queria responder, mas só conseguia falar em línguas.
Mas o inimigo que é astuto e não quer ver o poder de Deus manifesto em nós, no dia seguinte colocou na mente da minha mãe que eu havia falado em línguas somente para agradá-la, e ela pediu um sinal para o Senhor, que se Deus tivesse me batizado com a Promessa, manifestasse este dom à noite no culto, e nada me falou a respeito. À noite fomos congregar numa salinha de oração que tinha no Jardim Bela Vista, na primeira e na ultima oração o Senhor não me visitou com a Promessa, e eu criança, achei que o Senhor só tinha me batizado no dia anterior, mas Deus que não faz nada pela metade, antes de terminar o culto nosso irmão Cooperador Carmo Ferrante anunciou para a irmandade que após o culto tinha uma Unção a ser feita para um nosso irmão, e este era meu tio. O Cooperador anunciou que quem pudesse ficasse, e quem não pudesse podia ir, mas ninguém foi e todos participaram da oração, ao ajoelharmos senti aquele fogo que desceu do céu, e o Senhor visitava grandemente com o dom de novas línguas. Minha prima estava ajoelhada perto de mim, e vendo que o Senhor me visitava com a Promessa e pensando que havia recebido naquela hora, pediu ao Senhor: Senhor, como batizaste meu primo Jair, batiza-me também. Na hora o Senhor a batizou com a promessa do Espírito Santo juntamente com mais sete almas, e após a unção o Senhor libertou meu tio que já estava com cirurgia marcada. Foi uma festa tão grande naquela noite, que sai do culto abraçada com a minha prima falando em línguas, minha tia nos repreendeu para que nos controlarmos, mas não conseguíamos. Só sei te dizer que naquela noite fui dormir tarde, era cerca de três horas da madrugada e ainda falava em línguas. No dia seguinte minha mãe me contou do que o inimigo tinha posto em sua mente, mas o Nosso Deus o deixou confundido e envergonhado. Glória e honra seja dada ao Nosso Deus, pois este dom maravilhoso está até hoje por misericórdia e bondade de Deus está dentro do meu coração, e nas horas das angustias tem sido de grande consolo a minha alma. 
Continuava congregando com minha mãe e meu irmão caçula, Deus preparava de irmos no Brás, Bom Retiro, as provas continuavam, mas o Senhor dava sempre Sua mão amiga nos conduzindo nesta fileira santa.
   No mês de Agosto de 1960, estávamos congregados no Brás e era dia de batismo, e na hora do batismo o Senhor me visitava grandemente e senti que Ele estava me chamando nas águas, falei para meu primo que estava sentado junto que o Senhor estava me Chamando, e precisava achar minha mãe para falar com o servo de Deus, pois tinha apenas 9 anos de idade, mas achei que seria difícil achá-la, pois a congregação estava cheia e não sabia onde ela estava sentada. Lembro-me que fiquei em pé no corredor manifestando em línguas e chorava muito com a presença de Deus, foi quando senti que uma mão pousou no meu ombro direito e me empurrava pelo corredor, abri os olhos para ver quem estava me empurrando e nada vi, mas senti que era a mão do Nosso Deus, com os olhos fechados fui andando pelo corredor, até que senti que a mão saiu do meu ombro e vi que estava na frente da minha mãe, e lhe pedi para que fossemos falar com o servo de Deus, pois o senhor estava me chamando. Ela levantou depressa e chorava de alegria, e quando foi falar com o Ancião, ele disse: Pode ir irmãozinho, pois é o Senhor que está te chamando! E naquele maravilhoso dia que não esqueço jamais, o Senhor perdoou os meus pecados e me alistou nas fileiras do Santo Caminho aberto por Nosso Salvador Jesus Cristo. 
No dia 02 de Outubro de 1962 estava brincando com os coleguinhas quando minha mãe me chamou, mandou que sentasse no seu colo e passando a mão na minha cabeça, começou a falar: Meu filho, nesta noite Deus me deu uma revelação e me levou a um lugar muito bonito e vi que várias almas estavam enfileiradas, todas dormindo. Havia um lugar vago e o Senhor me falou que aquele lugar estava preparado para mim, e que na próxima semana Ele viria me buscar deste mundo, e me levaria para o Seu Reino de Glória. Na hora perguntei para o Senhor o que será do meu filho Jair, pois só eu e ele que somos batizados e se Tu me levares, o que será dele? Então o Senhor me respondeu: Fica em paz minha serva, pois Eu te prometo que tomarei conta do Jair. Então meu filho não tenha medo, pois o Senhor vai tomar conta de ti, pois a minha maior preocupação era contigo, pois seus irmãos e seu pai não são batizados, e se eles tiverem o nome escrito no livro da vida, um dia o Senhor poderá chamá-los nesta Graça.
Vou te explicar direitinho o que vai acontecer conforme o Senhor me revelou, na próxima semana, na segunda-feira, você estará brincando com seus coleguinhas e vou te chamar para ir chamar um táxi para me levar ao Hospital das Clínicas, você vai ficar na avenida por muito tempo esperando o táxi, e quando chegar a irmã Julia que mora em frente vai estar ajudando a trocar de roupa, e nós três vamos para o hospital e lá o Senhor vai me levar para o Seu Reino de Glória.
Disse a minha mãe que ela estava caducando, apesar de ter 45 anos de idade, e que as provas estavam fazendo-a delirar, mas ela me aconselhava para abrir uma caderneta de poupança espiritual, uma poupança de misericórdia e amor, que quanto mais depositasse o Senhor daria a recompensa, disse ainda que com sua partida desta terra eu iria passar por muitas provas, estaria como ovelha entre os lobos, mas que não temesse a nada, pois o SENHOR tomaria conta de mim. Confesso que não dei muita atenção para as palavras da minha mãe, e voltei a brincar.
Na Segunda-Feira seguinte, dia 09 de Outubro de 1962 estava brincando em frente de casa, quando a janela abriu e minha mãe me chamou para buscar o táxi para levá-la ao hospital, vi que ela estava com muita falta de ar, fui correndo para a avenida para pegar o táxi, nesta época eu morava no Sapopemba. Demorou cerca de duas horas para passar um táxi, eu me sentei no meio fio da calçada e havia chovido, fiquei olhando as águas da chuva quando me lembrei das palavras que ela me tinha dito na segunda feira anterior, só então acreditei que realmente o Senhor iria recolhê-la para o Seu Reino de Glória. Fiquei muito triste, porque pensava no meu pai, nos meus irmãos mais velhos, e de tudo o que haveria de passar, enquanto meditava vinha um táxi, dei sinal e fomos a minha casa e lá já estava cumprindo a outra parte que Deus tinha mostrado a minha mãe, a irmã Julia que morava em frente estava ajudando ela se trocar.
Fomos nós três para o Hospital das Clínicas, eu estava muito triste, e ela perguntou se eu estava triste pelas palavras que havia me dito, respondi que sim, então me falou para que não ficasse triste, pois o Senhor havia prometido a ela que tomaria conta de mim. Chegando no pronto socorro vieram os enfermeiros  a tiraram-na do carro, colocaram sob a maca e a levaram, eu quis entrar mas não deixaram porque eu só tinha onze anos de idade. Fiquei do lado de fora e passado alguns minutos  vi pela grade que a estavam conduzindo para o interior do hospital, ela acenou e me saudou com a paz de Deus, depois veio a irmã Julia e disse que minha mãe ficaria internada para fazer alguns exames e logo iria voltar para casa. Contei a ela o que minha mãe havia me dito, e eu sabia que do hospital o Senhor iria levá-la para seu reino, ela desconversou até chegarmos em casa.
No dia seguinte 10/10/62 quando cheguei da escola veio um menino vizinho me avisar que veio um carro da polícia avisar que minha mãe havia morrido, esperei que meu primo viesse me buscar para ir ao necrotério do hospital, chegamos por volta das 15:00hs e lá estava minha mãe naquele mármore frio e com um semblante tão bonito, estava cheio de parentes, e vi que uma senhora vestida de branco ficava olhando para os rostos dos parentes, em dado momento ela perguntou em voz alta: Quem é o filho desta mulher que se chama Jair?. Apresentei-me a ela e disse que eu era o Jair, ela me abraçou e disse: Meu filho você é filho único? Respondi que não, pois tinha mais três irmãos, então ela concluiu: Meu plantão terminou as 08:00hs e estou aqui até esta hora, pois tenho um recado para te dar. As 07:00hs entrei no quarto da sua mãe para aplicar uma injeção e ela pegou a fronha branca do travesseiro, cobriu a cabeça e ajoelhada em cima da cama fazia sua oração, fiquei ao seu lado esperando terminar a oração e ouvi que ela dizia:
Senhor, está aqui a Tua Serva, estou pronta para ir contigo, só te peço mais uma vez, cumpra o que me prometeste, toma conta do Jair, toma conta do Jair, toma conta do Jair, e caiu. Corri para ver sua pulsação e vi que já estava morta, fiquei até agora esperando para te dar este recado e para que você tenha certeza que vai ser muito protegido por Deus, pois sua mãe não pediu para mais ninguém, só por você. Ela me abraçou chorando, eu agradeci, e ela se foi, ficou ali umas das coisas mais bonitas que me recordo de saber que na hora da partida, minha mãe pedindo ao Senhor Nosso Deus que tomasse conta de mim, e como tem cuidado!
Após o sepultamento de minha mãe, eu e meu irmão caçula fomos morar com minha tia Julia que era irmã de minha mãe e nossa irmã na fé, e ficaram com meu pai e meus dois irmãos mais velhos que não serviam a Deus juntos. Moramos com nossa tia durante um ano, e neste tempo Deus fez uma obra muito linda.
Estava na escola no bairro da Consolação em São Paulo e na hora do recreio veio um menino de descendência alemã chamado Rudi, me chamou para jogar figurinha e respondi que era crente em Cristo Jesus e não jogava figurinha. No dia seguinte aquele menino junto com seu irmão Rui veio-me dizer que havia contado para sua mãe Ylka que era viúva, que tinha um coleguinha de escola que não quis jogar figurinha com ele por ser crente, e que sua mãe tinha pedido para ele me convidar para ir à sua casa a noite, para falar do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. À noite fui a casa deles com minha tia, e falei desta bendita e maravilhosa Graça, e aquela mulher que era proprietária de uma pensão na Rua Augusta, sentiu desejo de congregar e na noite seguinte a levamos com seus filhos para a Congregação do Brás numa quarta-feira à noite, na hora que ela entrou na Congregação e se sentou, veio uma irmã por detrás e colocou o véu na sua cabeça, ela começou a chorar e naquela hora o Nosso Deus converteu o seu coração. Deus a chamou nesta bendita Graça e também seus dois filhos, poucos tempos depois se mudaram para o estado do Rio Grande do Sul, salvo erro, na cidade de Chuí.
No final daquele ano meu pai veio nos buscar para voltar a morarmos com ele, quando Deus recolheu minha mãe, morávamos no bairro Sapopemba-SP e quando voltamos fomos morar no Parque da Moóca-SP. Eu e meu irmão caçula começamos a congregar na Vila Prudente que era a congregação mais próxima.
Pouco tempo se passou e nosso pai nos proibiu de congregar a noite, dizia que era perigoso, pois tinha que passar perto da favela e que era para nós congregarmos somente na Reunião de Jovens e Menores.
Tentei explicar a meu pai que não tinha perigo, que Deus guardava, mas ele foi categórico e era somente para irmos a RJM.
Íamos todos os domingos na RJM e na época o Cooperador de jovens e atualmente é ancião o irmão Nelson Cavichioli.
Passados seis meses meu pai proibiu de irmos a RJM alegando que era perigoso, disse a ele que como nosso corpo precisa do alimento a minha alma também precisa que é a Santa Palavra de Deus, mas ele não quis saber e proibiu em definitivo de irmos aos cultos a noite e também na RJM. Disse a ele que nunca o tinha desobedecido, mas que agora eu precisava desobedecê-lo, pois não podia ficar sem a Palavra de Deus, na hora recebi uma sentença, se  caso desobedecesse iria levar uma grande surra.
No domingo seguinte tomei banho, vesti meu terno e quando estava para sair, vi meu pai que veio ao meu encontro furioso e disse: Não te falei que você está proibido de ir à Igreja? Respondi, pai me perdoa, mas preciso muito ouvir a Palavra de Deus. Na hora ele desferiu um soco no meu rosto, eu caí e ele veio novamente para me bater e eu me tranquei no quarto, e ele furioso disse para meus dois irmãos mais velhos: Eu proibi este moleque de ir à igreja e ele estava indo e me desobedecendo. Meu irmão mais velho disse que iria tomar providencia contra mim e passou a dar murros na porta para que eu abrisse, mas eu estava de joelhos clamando pelo socorro do céu, então ele arrombou a porta, agarrou-me pelos os cabelos e me arrastou até a sala, onde com socos e pontapés me batia e eu só chorava e pedia: Senhor tenha misericórdia deles, pois não sabem o que fazem. Quanto mais eu clamava mais apanhava, até que desmaiei e não vi mais nada e quando acordei estava ainda estirado no chão da sala, saia sangue da boca, do nariz, do ouvido e doía muito a costela esquerda. Consegui me arrastar até o quarto e Deus me deu força para subir e deitar em minha cama, passaram-se os dias e meu pai me proibiu de estudar e arrumou um trabalho para mim na Indústria que ele trabalhava, e com treze anos de idade comecei a trabalhar, mas congregar era expressamente proibido.
Foi ai que Deus me deu uma ideia de nos dias de culto na minha comum, fazer um culto no meu quarto, tomava banho e vestia o terno, peguei um móvel que era da minha mãe e o forrei com uma toalha branca, coloquei em cima minha Bíblia e Hinário e ficava esperando dar sete e meia para dar início ao santo culto. Quando dava o horário ficava em pé atrás da cômoda e dava inicio Em Nome do Senhor Jesus, coloquei algumas cadeiras na frente como se tivesse irmandade ali sentada e dizia: Qual foi o hino que o irmão (a) chamou? Cantava os três hinos e anunciava os pedidos de oração e pedia para aquele ou aquela que Deus movesse para orar que apresentasse meu pai e meus irmãos nas mãos de Deus, para que Deus tivesse misericórdia deles e que não se esquecesse de mandar Sua Santa Palavra. Dobrava os joelhos e orava, depois cantava outro hino e anunciava a liberdade do Espírito Santo para os testemunhos, contava algumas Obras que Deus tinha feito na minha vida, cantava outro hino e anunciava que era hora da Santa Palavra.

Terminado o santo culto eu ia de cadeira em cadeira saudando os irmãos e pedindo que eles voltassem no próximo culto. Depois tirava meu terno, comia alguma coisa, orava e ia dormir.

Nota. Irmãos, Deus dava graça e força de fazer estes cultos sozinhos no meu quarto com a porta fechada, ficando meu pai e meus irmãos na sala assistindo televisão.

Fazia isto terça-feira, quinta-feira, sábado e domingo e Deus por misericórdia me revelava Sua Santa Palavra e falava comigo, e isto me foi dando forças para ir avante.
Não demorou muito e uma noite estava atendendo o culto quando ouvi meu pai dizer a meu irmão mais velho que eu estava ficando louco, que era fanatismo o que eu fazia, meu irmão veio e arrombou a porta do quarto e me arrancado do púlpito a socos e pontapés me arrastou até a sala, onde me bateu tanto que chegou até quebrar uma costela, quando viu que eu estava desmaiado e sangrando me deixou caído ali.
Depois de algumas horas acordei e recebi as sentenças finais, que a partir daquele dia eu estava proibido de orar, cantar ou assobiar hinos, de fazer os cultos, para usar o banheiro não podia trancar a porta, e tinha que limpar a casa, lavar roupa, fazer comida e apanhar sem nada reclamar.
Rasgaram e puseram fogo na minha Bíblia e no Hinário e estava proibido de falar alguma coisa referente à Palavra de Deus.
E esta luta permaneceu por três anos e oito meses, aonde vim a enfraquecer de tal maneira.
Indo ao cinema com meu irmão do meio, ir à casa dos tios jogar baralho e beber bebida alcoólica, meus cabelos deixei crescer, e na época da jovem guarda me tornei cantor de uma banda. Às vezes chegava tão bêbado em casa que não conseguia subir a escada do sobrado, e tudo isto debaixo de aplausos e elogios de meu pai e de meus dois irmãos mais velho.
Uma noite fui fazer uma apresentação com a banda num ginásio no bairro do Ipiranga e tinha uma musica que em todos os shows era obrigada a cantar, e com a idade de dezessete anos, naquela fase de mudança de voz, ela falhou na hora do agudo e fui extremamente vaiado pela platéia que fui para casa chorando, e nunca mais voltei a cantar estas musicas.
Quase quatro anos sem congregar convivendo com um povo de estranha fala, a tristeza tomava conta da minha alma, mas não tinha forças para congregar. Um dia meu pai chegou a dizer: Arrependo-me até o ultimo fio de cabelo de ter proibido este menino de ir à sua Igreja.
Uma tarde estava em casa quando veio uma moça no portão, era a namorada do meu irmão e ela me dizia que estava preocupada com ele, pois estava barbudo e cabeludo e não conversava com ninguém e só pensava em tirar sua vida e que ela já havia pedido a aparecida e ao Benedito, mas nada tinha resolvido, naquele momento senti a presença de Deus igual quando Deus me Selou com a Promessa do Espírito e falei das grandezas de Deus. Ela muito emocionada e já chorando me disse: Jair, como você sabe falar estas palavras tão bonitas?
Disse a ela que não era eu que falava, mas sim Deus na Sua Grande Misericórdia estava ali presente, e disse ainda que com a ajuda de Deus naquela noite, depois de quase quatro anos iria congregar numa salinha de Oração onde ninguém me conhecesse, e iria buscar a Santa Palavra de Deus. O Senhor me deu força e naquela noite fui congregar numa salinha na Vila Prosperidade-São Caetano do Sul-SP, sentei lá atrás e Deus na Sua Infinita Misericórdia enviou Sua Santa Palavra no Evangelho de São Lucas capítulo 15 – Parábola da ovelha perdida, e na Palavra o Senhor dizia: Moço, quanto tempo faz que Eu não te vejo aqui na minha Casa? Mas saiba que fui Eu que permiti de passares por toda esta provação, fui Eu que prometi a sua mãe, minha serva, que já dorme debaixo do altar do meu Filho, que tomaria conta de ti. Eu tomei conta de ti, mesmo estando no mundo o mundo não entrou no seu coração Eu te guardei e cumpro a Promessa que disse a sua mãe e hoje fui te buscar, ó ovelha perdida, para nunca mais saíres da minha casa. Eu te amo muito moço, não vês que estando fora da minha casa Eu guardei a sua alma? Foste para o mundo por este espaço de tempo somente para te fazer saber que o mundo não é o teu lugar, e o teu lugar é aqui. Muito vou te usar na minha Obra, o que faço contigo hoje e o que farei daqui para frente, será para que glorifique o Meu Nome e contes para meus filhos como é grande o meu Amor por você.

Vai em paz para tua casa, porque acerca do teu irmão, Eu te digo que já está liberto agora pelo poder da minha Palavra.
Como eu chorei de alegria naquela noite, quanto que Deus visitou minha alma, quão grande é o amor deste Grande e Poderoso Deus pela minha alma, sai do culto naquela noite tão feliz, mas tão feliz, que agora escrevendo este testemunho eu sinto a alegria daquele dia. Voltei para casa e encontrei meu irmão liberto, ele mesmo me disse que às oito e quarenta da noite, um vento suave passou por ele e aquele desejo que tinha de morrer foi embora e foi na hora que Deus falava na Palavra.
No dia seguinte Deus me deu forças de congregar na Vila ALPINA_SP e na ultima oração o Senhor me devolveu a Promessa do Espírito Santo em novas línguas, cujo dom por Graça e Misericórdia de Deus está aqui até hoje!
Louvem ao Senhor todos os seus fieis porque Ele é bom e a Sua Misericórdia dura para sempre, e Sua Santa Palavra não volta atrás, o que Deus promete Ele cumpre, pois Ele é Fiel!

 Deus te abençoe.

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