quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TESTEMUNHO - DEUS FAZ COM ELES FAZ COMIGO TAMBÉM. (IR. PEDRO)

A paz de Deus.



Uns dias atrás esteve congregado conosco nosso ir. Pedro de Hortolândia/SP. e nos alegrou contando algumas maravilhas, dentre elas quero deixar registrado pelo menos uma (rs). Posso esquecer pequenos detalhes mas a essência ficará intacta tudo para honra e glória do nosso Deus.

Logo que Deus o chamou na graça, pois pertencia a outra religião, veio crendo em Deus e no evangelho salvífico, mas ao ouvir as obras contadas na CCB na hora dos testemunhos ele ficava combatido porque não via nada semelhante se realizar em sua vida, e ele pedia a Deus que fizesse algo com ele também.
O tempo se passou e por motivo financeiro ele veio a atrasar as parcelas do financiamento do carro, especificamente 4 prestações. E o "Banco" correndo atrás dele para tomar o carro e ele se escondendo (rs) para não perder o carro.

Andando um dia na rua, uma pessoa o parou e deu-lhe um convite para participar de uma reunião sobre saúde na Câmara Municipal (se não me falha a memória), e ele quis recusar achando que seria um encontro inapropriado para ele, mas a pessoa insistiu dizendo que se tratava de falar sobre saúde e não teria nada que  pudesse comprometê-lo.
Ele pegou o convite, foi para sua casa e no dia e hora especifica, ele se arrumando, colocando seu terno e gravata pensou consigo mesmo: - Sabe de uma coisa eu vou para a igreja que eu ganho mais, não vou atrás de palestra coisa nenhuma!

Nesse momento ele sentiu como se algo falasse dentro dele: - Vai a essa palestra que tua libertação está lá.

O ir. Pedro, pensativo, sem entender muita coisa, resolveu ir, ao chegar no local, adentrando viu um homem (vereador, senão estou enganado), todo chique, de terno e gravata, cabelo todo penteado, "chique no urtimo", o perfume do homem foi encontrar sua narina lá na porta (rs)...e ao vê-lo, o Senhor falou no seu coração: - VAI E DIZ PARA ELE PAGAR SUA DÍVIDA, AS PRESTAÇÕES DO CARRO!
O ir. Pedro foi até o homem, afinal, o que ele podia levar era um NÃO, e disse: - Boa noite, posso falar com o senhor? Claro, respondeu o homem.

O ir. Pedro o chamou no particular, o qual o homem o levou ao seu escritório, e ao chegar lá o irmão prosseguiu dizendo: - Olha, eu sou um servo de Deus, sirvo a Deus na Congregação Cristão no Brasil, e meu Deus mandou vim aqui dizer pra vc pagar as prestações do meu carro que está atrasada e o Banco quer tomar.

O homem olhou bem para ele e perguntou qto era, o irmão Pedro disse que era uns R$1.250,00 reais, não lembro exatamente qto. O Homem, disse para o irmão se era só aquilo, respondendo que sim, o homem disse: - Se o seu Deus mandou eu pagar, então pagarei! Pegou o talão de cheque e preencheu e deu ao irmão Pedro.

No outro dia ele foi ao Banco pagar, todo feliz, mas ao chegar e perguntar qto devia, a caixa informou que era +/- uns R$ 140,00 a mais do que ele achava ser. Ele ficou aflito, pensando aonde ele encontraria o restante para inteirar a importância, foi qdo ele olhou para a mulher e disse: - Vai lá e diz para o gerente que Deus mandou pagar essa quantia do cheque e nada mais!
A mulher do Banco, ficou olhando espantada para o irmão Pedro, mas foi falar com o gerente, o que foi dito não sabemos, mas ao voltar disse ao ir. Pedro que estava TUDO CERTO.



E Deus. o mesmo Deus que fez obras no passado, faz também no tempo presente. O Senhor sempre nos surpreende. Glória a Deus!



Deus vos abençoe.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

GOSTEI DA COMPARAÇÃO; NÃO PARECE SEMELHANTE A ALGUMA COISA AO NOSSO REDOR?


A comparação entre a vida após a "morte" e a vida após o nascimento é simplesmente maravilhosa!
O CÉTICO E O LÚCIDO ...

 
No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento
está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…
 
PENSE NISSO.....
 

QUE DEUS VOS ABENÇOE.

TESTEMUNHO (IR. ONÍCIO) - MILAGRE NO TANQUE BATISMAL.

 
A paz de Deus. Essa obra nosso irmão Onício contemplou e nos contou dessa forma:
 
Eu estava lá, e ví este milagre
Todo primeiro sábado do mês, é realizado batismo na minha comum congregação.

No dia 03 de Setembro de 2011, o batismo transcorria normalmente, até que em um determinado momento, seguia em direção ao tanque batismal, uma moça sendo transportada por uma cadeira de rodas.

Aquela moça estava paralítica há vários anos e queria ser batizada....., mas aí sugiu a dificuldade: Como o Irmão Diácono sozinho iria tira-la da cadeira de rodas e desce-la ao tanque de batismo?

Foi necessário um outro Irmão Diácono trocar de roupas para ajudar....os dois irmãos conseguiram descer os degraus do tanque carregando aquela moça.....já dentro das aguas, o Irmão Ancião e os dois Diáconos conseguiram realizar o batismo.

Ao levantar das aguas, aconteceu o milagre. Aquela irmã foi liberta por completo da paralizia e saiu andando sozinha....ao sair do vestiário, a Irmã paralitica passou andando pelo corredor, e atrás dela uma irmã auxiliar empurrava a cadeira de rodas vazia..... foi uma noite inesquecível, não sei se a igreja subiu ou se o Céu desceu, mas o milagre aconteceu.

A irmã de sangue da ex-paralítica que odiava crente, tambem se converteu e hoje é nossa irmã.

Eu e minha espôsa tivemos o privilégio de vivenciar este soblime momento, Deus permitiu que lá estivéssemos para contemplar esta maravilha....Louvado seja Deus.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bíblia Narrada Por Cid Moreira - Novo Testamento



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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TESTEMUNHO - NENÊ DA VILA RÉ/SP. - DEUS É DEUS.

A paz de Deus. Essa obra o ancião da Vila Ré/SP, irmão Nenê contou em uma Reunião da Mocidade. e Assim o fez:

Irmãos, a minha infância foi muito difícil. Eramos em cinco morando num pequeno barraco, eu e mais dois irmãos, meu pai e minha mãe. Eramos todos crentes mas a minha mãe era muito crente. Nós moramos um bom tempo ao lado do cemitério num barraco de pau-a-pique de um comodo apenas. Tínhamos somente uma cama de solteiro onde dormia minha mãe, eu e meus dois irmãos; meu pai dormia no chão. Não havia luz elétrica, usávamos lamparina.
Neste tempo não tínhamos o que comer, mas sempre Deus preparava. Havia perto uma empresa que beneficiava leite que não usava o soro do leite, e nos enchiámos uma lata de 18 litros e bebíamos uma caneca daquele soro de manha, no almoço e na janta. Outras vezes a fornada de pão doce da padaria queimava e o português chamava para nos dar aqueles pães queimados. Era o dia feliz em que nos recebíamos um grande presente e nos íamos comendo aquilo com o soro, dias e dias.
Passamos um bom tempo sem termos roupas novas, nos ganhávamos roupas usadas. Meu irmão do meio tirava água do poço com o sarilho para uma irma e em paga do seu trabalho ela lhe dava comida. Um dia ela lhe deu uma camisa de cor bordo,e aquela camisa serviu para todos nós, porque eu não tinha camisa, eu tinha uma calça curta, larga e amarrada do lado, porque era muito grande, e o meu irmão usava a camisa dois dias, lavava e me emprestava, eu usava dois dias, lavava e passava para o outro e assim nos passamos muito tempo revezando aquela camisa.
Minha mãe era muito zelosa, ela me ensinou a ler a bíblia e antes de eu ir brincar no quintal ela me fazia sentar ao seu lado, ela punha o véu na cabeça me entregava a bíblia e me pedia para que eu lê-se para ela em algum lugar. Ela ficava ali reverente, com o véu na cabeça e Deus me dava a graça de ler algum capitulo para ela, e terminando de ler, ela me beijava e mandava ir brincar. E ela recebia aquilo toda as manhas como a Palavra de Deus, ( como de fato é a Palavra de Deus), ali ela comia sua porção espiritual de cada dia.
Meu pai de vez em quando ficava bêbado. Não era continuo, mas ele bebia dois ou três meses depois parava, passava anos sem beber, depois voltada a beber junto com os outros, e aquilo nos trazia muita angustia porque nos não tínhamos nem o que comer em casa. Um vizinho nosso que era cooperador, já velhinho ( que o Senhor já o recolheu há muitos anos), ele engordava porcos em seu quintal e periodicamente ele me entregava uma bicicleta preta que ele tinha, com uma lata de 18 litros na garupa, já tinha as casas certas para ajuntar a lavagem para ele engordar os porcos e eu ia de casa em casa para recolher. Aquele era um dia feliz, porque a gente almoçava e jantava daquela comida que para muitos era lixo, mas matava a fome.
Noutra ocasião, já em outra casa, eu dormia em cima de uma mesa, sem colchão, e minha mãe dormia em uma cama que no meio tinha acabado e só ficaram as laterais e estava cheia de capim. As vezes eu acordava de madrugada com algum ruido e ia lá no quarto e mesmo dormindo ela estava falando em línguas. Coisas bonitas que eu nunca vou esquecer na minha vida. Deus nos foi provando, provou a nossa humildade, apertou nossos sentimentos. Houve ocasiões até em que eu ia em reuniões da mocidade e era tirado de dentro da igreja pelos porteiros, mas se me tiravam pela porta da frente eu entrava pela porta do lado, eu não perdia nada da casa de Deus. E assim Deus me deu a graça de ir crescendo junto com meus irmãos, meu pai e minha mãe.
O Senhor preparou de ver coisas bonitas. Normalmente quem se lembra de atender o pobre são os adultos, quem já sofreu na pele a fome e a dificuldade de criar uma família. Raramente se vê um moço, ou uma moça levar pão para o faminto, dificilmente se vê uma moça dar um banho num doente, cuidar de uma casa para uma mãe, para uma velhinha. Mas eu tive a oportunidade, nos dias da minha meninice, naquela casinha que nem piso tinha, de ver chegar na minha casa um grupo de moços e moças entre dezesseis e dezenove anos, aquelas moças simples levavam arroz, feijão, açúcar, sal, enfim cada uma levava uma coisa, levavam vassouras, sabão, e elas chegavam cedo na nossa casa, lavavam os pouquinhos de coisas que tínhamos, varriam a nossa casa, lavavam as nossas roupinhas, costuravam, faziam o almoço com aquilo que levavam, passavam a tarde ali conosco, deixavam a janta pronta no final, oravam conosco e depois iam embora para casa. Que coisa bonita! Os anos se foram, mas esse quadro ficou gravado na minha memória. Moças novas ainda, com a pele lisa, olhos brilhantes, já envolvidas pela caridade, pelos sentimentos cristãos.
Uma delas não andava com as outras, chamava-se Vitória e era gordinha, retraída, não convivia com as outras. Quando terminava o culto ela pegava no braço de sua mãe (mãe de criação) e ia junto com ela para casa, era caseira, pouco falava. Eu era um menino nessa época e nós morávamos numa rua de terra , longa e as vezes era meio dia e nós não tínhamos café, não tínhamos nada em casa e estávamos brincando na poeira e a gente avistava de longe aquela moça e ela vinha trazendo um caldeirão grande, e naquele caldeirão tinha feijão, arroz, carne, macarrão, batata, e quando nós reconheciá-mos aquela moça sozinha, sem companhia, andando naquela avenida comprida, nós corríamos para dentro esfregando as mãos e íamos dizer a nossa mãe, a Vitoria vai chegar...A Vitoria esta chegando. Então era uma Vitoria trazendo a nossa vitória. Era uma coisa maravilhosa e são coisas que ficam gravadas dentro da gente. É gostoso, é bonito ver um irmão velhinho socorrer o outro, mas que coisa bela é ver gente nova tocada pela caridade, tocada pelo amor, isento das ilusões deste mundo.
Eu louvo a Deus porque no ano de 1974 o Senhor mostrou para minha mãe numa noite que ela seria recolhida do nosso meio. Ela tina 34 anos, tinha os cabelos compridos, para baixo da curva das pernas. Então ela nos reuniu de manha, era quase no fim do mês de junho, e ela chamou meu pai, eu e meus dois irmãos e mais duas irmãs amigas dela e ali nos deu conselhos e nos anunciou o que Deus tinha dito para ela durante a noite. Chamou meu pai, e ele era um homem alto, forte, um homenzarrão, e ela disse: Meu marido, a nossa vida até aqui foi uma vida amarga na parte material, uma vida sofrida, nunca tivemos nada de sobra, então tudo foi falta nessa casa, mas eu quero hoje transmitir para vocês que Deus nesta noite me disse que eu estou de partida, Deus vai me levar com Ele, e se até agora foi difícil para nos, agora vai ser mais difícil para vocês, porque até agora passamos fome, necessidades, mas nos passamos juntos, mas agora nossos filhos não vão ter a mãe do lado,Deus me levara daqui a pouco, ou a tarde, ou de madrugada, ou amanhã, mas eu já estou de partida.
Ai ela nos deu conselhos, nos deu doutrina, falou das mas companhias, das boas companhias, nos orientou que frequentássemos as casas dos crentes firmes e disse para nunca deixarmos a igreja, para congregarmos e quanto ao batismo ela dizia: Deus vai tratar com vocês e vocês vão tratar com Deus, mas congregar é dever de vocês, o restante Deus fará. E disse mais: Vocês deverão continuar a vida, vocês vão passar necessidades, vocês vão crescer separados uns dos outros, vão crescer dispersos. E virando para meu pai ela disse: Meu marido, se eu não consegui preencher o papel da mulher que você desejou, hoje eu te peço perdão por tudo o que não fiz, tudo o que eu não consegui realizar, eu te peço perdão, mas procurei ser aquilo que eu pude ser. Então ela pediu perdão e abraçou o meu pai e os dois se abraçaram, choraram um no ombro do outro, e depois ela disse para ele: Meu esposo; de vez em quando o vício te pega e tira o teu brilho, toca na tua moral e aumenta a nossa dor, ai por algum tempo você não bebe, mas Deus põe na minha boca para te dizer: Clame ao Senhor para que nunca mais o vício volte ao teu corpo. Congregue crie os nossos filhos, sirva ao Senhor e se você for fiel um dia nós vamos nos encontrar na Glória de Deus. Porem se o vício um dia voltar, então você vai se tornar um andarilho e vai andar pelas estradas, dormir embaixo das pontes, das árvores, vai carregar um saco nas costas, vai andar descalço, maltrapilho, barbudo e faminto, errante pelas ruas. A tua bíblia, que você tanto leu e tanto gosta dela, tão limpa e tao bonita, se o vício voltar, você vai acordar um dia deitado num pasto molhado de orvalho, descalço, fedido, maltrapilho, o saco de roupas sujas vai ser teu travesseiro e a tua bíblia vai estar dentro dele, sem capa, rasgada e suja, e o gado vai estar pastando ao seu lado. Foi uma sentença que ela disse para ele e depois virando para nós ela disse: A mamãe vai embora, vocês não vão ter mais uma família, mas se vocês forem fiéis Deus vai por em volta de vocês uma grande família.
Eu louvo a Deus, porque naquela manhã o meu pai e os meus irmãos se abraçaram com a minha mãe, se despediram mas eu não tive coragem e fui para o portão, me assentei na terra e fiquei pensando na vida. Foi o último encontro que tivemos com nossa mãe, foi a ultima vez que tivemos ela na nossa frente porque o Senhor a recolheu, como ela tinha dito.
Ficamos uns trinta e poucos dias juntos e logo nos separamos, cada um para o seu lado. Infelizmente o vício voltou no meu pai e ele se tornou um andarilho, não teve mais casa, não teve endereço, não teve família e andou pelas ruas com saco nas costas, maltrapilho, fedido. Eu e meus irmãos fomos separados e eu me preocupei muito com meu irmão do meio pela natureza que ele tinha, e nos dava um pouco de trabalho, mas Deus na Sua bondade estava cuidando de cada um de nós.
Eu fui viver a minha vida, um pouco morando com alguém e outro pouco sem ninguém, dormi muito tempo no Aeroporto de Congonhas, na área de espera. Depois dos cultos eu ia para o Aeroporto e la dormia, chegava as 22:30h e deitava la em cima na área de espera, num banco, me encolhia dentro de uma blusa e la passava a noite. Isso foi durante um bom tempo. Outra época eu dormia no quintal da casa de uns irmãos, eu ficava andando na frente da casa deles, que eu conhecia pois já tinha morado la, esperando dar meia noite e meia ou uma hora, quando eles apagavam as luzes, ai eu abria o portão e entrava no quintal para dormir junto com o cachorro que eles criavam. Deus foi tão bom para mim e me guardou durante todo esse tempo. Eu dormi muito em sanitários, ônibus velhos, carros velhos. Numa noite de grande desespero, quando aquela família apagou as luzes da casa eu entrei no quintal, com muito medo de ladrão, e naquela noite tinha estrelas, como raramente se via em São Paulo. Deus tinha dado um culto bonito na Vila Ré e ninguém sabia que eu não tinha casa, eu nunca contei pra ninguém que eu não tinha casa, e naquela noite, no meu desespero, eu entrei no portão e fui direto onde o cachorro estava, deitado de costas para o portão, e quando eu entrei ele se virou para o meu lado e balançou a cauda e eu deitei do seu lado, num saco sujo, e ali no meu desespero eu orei deitado e disse: Senhor; se o meu irmão me nega uma cama, me nega uma casa e eu não tenho direito a ter nem família, pelo menos este cão me recebe com tanta alegria; mas Senhor, por que eu não tenho direito? E lá abri a minha alma e chorei, mas não adiantou, porque o cálice era meu e eu tinha que beber.
Noutra ocasião eu estava morando com uma família e na mesa do café com leite, o pão com manteiga, bolachas, mas na minha frente só havia uma xícara de café preto. Por muitas vezes o choro veio na minha garganta, mas uma voz dizia assim: Ninguém tem culpa, a prova é tua. Então Deus me dava forças. Numa outra casa onde morei passei também por provas porque eu congregava todos os dias e era comum quando estava me aprontando para ir ao culto os irmãos me perguntarem: Aonde você vai Nene? Eu respondia para eles: Eu vou para o culto.. E eles me diziam: Você não foi ontem? Fui. E vai hoje de novo? Vou. Mas será que você volta? Volto, por que não voltaria? Talvez os carros de fogo e os cavalheiros te recolham pelo caminho. Era para diminuir a minha fé, para escarnecer da minha necessidade, mas nunca respondi pois quem precisava era eu, quem tinha fome era eu, então eu ia para a casa de Deus e assim Deus me deu a graça de atravessar a minha adolescência, a minha juventude, Deus me chamou nas águas do batismo, selou a minha alma com a promessa do Espirito Santo, me deu o privilégio de aprender a música, me deu a graça de servi-lo como auxiliar na reunião de jovens e menores, e naquele tempo, há dezoito anos atrás recitavam trezentos e pouco, e ninguém tinha carro, era uma mocidade pobrezinha e nos éramos muito unidos. Só a minha fila, dos meninos recitavam 52, e eles não faltavam. Hoje eu louvo a Deus porque daqueles meninos que recitavam com a gente hoje tem diáconos, tem cooperadores, tem cooperadores de jovens, anciães, encarregados regionais, e de vez em quando a gente encontra em algum lugar com um, em outro lugar com outro, e valeu a pena sofrer e chorar, Glória a Deus!
Louvo a Deus por todo bem que me concedeu. Deus não me deu a graça de ter cultura e estudar, mas me preparou emprego e graças a Deus faz alguns anos que não voltei a passar fome (também espero que não volte nunca mais). Eu agradeço a Deus porque os meus irmãos viveram a mesma vida, cada um no seu lugar, mas Deus chamou nós três na Sua Graça e deu esposas para nós três. O meu irmão do meio que dava trabalho quando menino, que brigava na rua, o Senhor fez com que ele fosse apresentado como cooperador de jovens e menores, ainda solteiro, jovem, na cidade de União da Vitória, que divide o estado de Santa Catarina com o Estado do Paraná. Depois Deus preparou uma irma para ser sua esposa, depois levantou ele como cooperador oficial. Ele também sofreu muito, uma vez quando ainda era cooperador de jovens e menores e a obra naquela cidade era muito sofrida, ele veio uma vez para S.Paulo buscar a Palavra. Ele viajou a noite toda porque alguém disse para ele assim: Você congrega todos dias com a mesma roupa, quando você comprar roupa nova, você pode atender a reunião. Isso aconteceu numa terça-feira e na quarta-feira chegou na casa dele uma caixa com dois ternos, camisas, gravatas, meias, sapatos, tudo novinho para ele. Então ele não falou nada, voltou no próximo culto que era antes do domingo, todo bonito, de terno novo, então quem disse para ele não atender a reunião enquanto não voltasse com roupa nova, perguntou para ele: Já comprou roupas novas? Ele respondeu: Deus preparou! Então você pode continuar. E ele continuou. Mas a obra estava sofrendo. Uma noite Deus mandou a Palavra na Vila Ré num domingo e dizia assim: Neste momento Eu estou removendo a pedra da minha obra na tua cidade. E Deus dizia: Lá Eu vou trocar tudo, Eu vou trocar os porteiro, Vou trocar a piedade, Vou trocar os músicos, Vou trocar o encarregado, Vou trocar o diácono, Eu vou trocar tudo...E Deus trocou tudo, mesmo! Tudo lá é novo, mas tudo mesmo, e depois disso faz 13 anos que Deus levantou o meu irmão como ancião e serve a Deus feliz com sua família junto daquela irmandade. E o outro meu irmão também esta feliz e congrega ali em Santa Izabel, e assim Deus tem abençoado muito.
No ano de 1989 Deus me chamou para junto da mocidade como cooperador de jovens e menores na Vila Ré e depois em 1994 me chamou para este outro ministério. Louvo a Deus porque o que Deus fez para mim foi demais, não era para estar vivo, nem para ser gente, era para ser desencaminhado e estar largado nos vícios, mas eu posso falar de boca cheia que nunca me apartei dos pés do Senhor. Com casa ou sem casa, com pão ou sem pão, com família ou sem família, Deus me amparou. E hoje eu pago o meu voto, porque tão logo Deus recolheu minha mãe, uma das vizinhas estava preocupada conosco e dizia para mim: Nene, vamos ao cinema. Isto era todos os dias. Vamos ao cinema a noite para nos distrairmos. Eu dizia que ia, mas quando chegava a hora de ir eu saia de casa e só voltava depois que ela tinha saído, depois arrumava um jeito de dar uma desculpa. Na última vez que eu prometi de ir, durante o dia, antes que a mulher chegasse, a tarde, eu fui no centro da cidade aonde tinha o cinema e la tinha uma grade que corria sanfonada e tina os cartazes do cinema, do que ia ocorrer a noite, então eu pus as duas mãos naquela grade e olhei para os céus (eu ainda usava calça curta) e disse: Senhor; a minha mãe Tú levaste e eu não tenho nada na vida, nunca entrei neste lugar e se um dia eu for moço, e olhar pra trás e me lembrar que eu nunca entrei dentro de um cinema, eu te exaltarei de toda minha alma. E Deus me guardou e hoje eu exalto o nome do Senhor.
Louvo a Deus por muitas obras, muitos favores que Deus tem feito na minha vida. Minha esposa certa vez ficou cega de um olho e Deus mandou uma Palavra dizendo que iria operar. E numa noite, eu não vi, esta obra é tao bonita porque ela é assim, mesmo dormindo junto eu não vi, eu percebia algum movimento mas o que ela viu eu não vi, e de manhã ela então me contou que entrou um clarão dentro de casa, e entrou um varão e falou com ela e devolveu-lhe a visão e foi embora. Glória ao Nome do Senhor!

Deus deve ser sempre louvado, sempre glorificado, sempre exaltado por todos nós.

Hoje eu louvo a Deus por tudo o que Ele me fez. O meu pai, que tinha ido embora, depois de muitos anos nós o encontramos. Não sabíamos onde estava, nem onde andava, mas tivemos uma notícia de que ele poderia estar em uma cidade perto de Ribeirão Preto. Ai eu chamei o irmão Toninho, ancião da Vila Salete e fomos até lá. Antes fizemos uma oraçao e dizíamos: Senhor; não sabemos onde ele está, nos de um bom encontro, tenho saudades do meu pai. E quando fazia meia hora que tínhamos chegado naquela cidade eu olhei e numa esquina vinha andando um homem alto, magro, sujo, descalço, cabeludo, de saco nas costas, era meu pai, ali nós nos abraçamos e choramos. Pedi para meu tio preparar um banho para ele, fui comprar roupas e preparei tudo, trouxe ele para São Paulo, tirei os documentos dele, e ele ficou de novo bonito, e eu disse: Pai, o Senhor é novo, mas não trabalha, eu vou trabalhar e o Senhor vai só ficar junto com a gente. Uma ocasião ele chorava muito e disse para mim e meu irmão: José meu filho, eu me lembrei do que Deus pôs na boca da sua mãe quando um dia acordei no meio das vacas do pasto, molhado de orvalho, sujo e maltrapilho, com o cabelo encaracolado deitado sobre o saco de roupas sujas, e a minha biblio estava dentro do saco, sem capa, rasgada e suja. E assim ele ficou com a gente três anos, viajou com meus irmãos, ajudou construir igrejas. Mas depois desse tempo ele quis de novo ir embora para algum lugar e foi-se e nunca mais nós o achamos.Depois de alguns anos soubemos que ele foi encontrado no meio do mato, morto com aquele saco de roupas sujas ao seu lado.
Mas Deus nos guardou, a mim e aos meus irmãos, Ele nos amparou e eu tenho certeza de que se eu for fiel, junto convosco herdaremos a coroa da vida eterna.

Deus seja louvado. Amém!

AMÉM.

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