quinta-feira, 9 de junho de 2011

PERDOAR PECADOS: "PROTESTANTE X CATÓLICOS" - PARTE 2

"O começo da sabedoria é encontrado na dúvida; duvidando começamos
a questionar, e procurando podemos achar a verdade."
 
“Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”.
JOÃO 20.21,22 - Este texto dá suporte à alegação católica de que ios seus sacerdotes possuem poder para perdoar pecados?
A MÁ INTERPRETAÇÃO: Baseados nesse texto,os católicos romanos mantém que “a igreja recebeu da parte de Cristo poder para perdoar pecados cometidos após o batismo” (Ott, 1960, 447). E “com estas palavras, Jesus transferiu aos apóstolos a missão que Ele mesmo recebeu do Pai...Do mesmo modo que Ele mesmo perdoou pecados na terra (MT 9.2 e seq,; Mc 2.5), agora investiu também os apóstolos de poder para perdoar pecados” (IBID,. 419). Os católicos acreditam que esse poder singular de perdoar pecados foi também concedido aos sacerdotes católicos romanos da atualidade.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não se discute que foi dada aos apóstolos o poder de pronunciar o perdão e/ou reter pecados. Contudo, a reivindicação católica de que esse seja um poder especial, de posse exclusiva de que seja um poder especial, de posse exclusiva daqueles que são ordenados sob a verdadeira autoridade apostólica – como a igreja católica alega possuir, dizendo ser os verdadeiros sucessores dos apóstolos – não encontra apoio nesse texto.
Nenhuma reivindicação é encontrada,em qualquer parte do texto, de que apenas sacerdotes devidamente ordenados de acordo com a autoridade apostólica, conforme alegam os ministros católicos romanos (juntamente com os cleros da igreja ortodoxa oriental e da antiga Católica, e algumas comunidades anglicanas), devam sozinhos possuir esse poder.
Todos os crentes que viveram nos primórdios da igreja cristã, incluindo pessoas leigas, anunciaram o Evangelho através do qual os pecados são perdoados (Rm 1.16; 1 Co 15.1-4). Esse ministério de perdão e reconciliação não foi limitado a qualquer classe especial conhecida como “sacerdotes” ou o “clero” (2 Co 3-5). Filipe, que era diácono (At 6.5), e não um presbítero ou sacerdote no sentido católico romano, pregou o evangelho aos samaritanos. Esse fato resultou na conversão de muitos deles (At 6.5), o que envolveu o perdão dos seus pecados. Os apóstolos vieram mais tarde não para cooperar na conversão dessas pessoas, mas para compartilhar com elas o especial “dom do Espírito Santo” (At 2.38; 8.18), com a evidente manifestação do falar línguas (confira At 2.1-4) que acompanhava esse dom especial (confira At 1.5; 2.38; 10.44-46).
Essa passagem em João é paralela à da Grande Comissão, na qual Jesus instruiu todos os seus discípulos a que levem ol Evangelho a todo o mundo e façam outros discípulos (MT 28.18-20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-49). Nessa ordem para a evangelização, Jesus promete, como faz na passagem em questão, que a pregação do Evangelho (Mc 16.15) resultará na “remissão dos pecados” (Lc 24.47) daqueles que cressem, e que pelo seu Espírito Santo estará junto deles até a consumação dos séculos (MT 28.20). Todos esses três aspectos tem um paralelo em João, onde encontramos Jesus dando o “Espírito Santo” aos discípulos (Jo 20.22), mandando que proclamassem o “perdão dos pecados” (Jo 20.23), e comissionando-os para que desempenhassem a sua missão na autoridade do Pai. “Assim como o pai me enviou, também eu vos envio a vós” (Jo 20.21). Então, examinando com mais cautela, não existe um poder maior, dado na passagem que está em João 20.22,23, do que aquele que todos os discípulos possuíram como resultado do grande comissionamento, tarefa esta reconhecida até mesmo pelo Vaticano II como uma obrigação de todo cristão (The documents of Vatican II, seção 120).    
Em resumo, de modo contrario às reivindicações católicas, não há nada em João 20.22,23 que apoie a primazia ou a infalibilidade do bispado de Roma, e nem de qualquer poder sacerdotal exclusivo. Trata-se simplesmente de uma afirmação na qual Jesus dá aos seus discípulos a habilidade de ministrar o perdão de pecados  todos aqueles que crêem na mensagem que os apóstolos foram comissionados a proclamar.(Norman Geisler).

Deus vos abençõe!

"mundus vult decipi, ergo decipiatur"...(c.f. Rm 1:28)

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