quinta-feira, 9 de junho de 2011

PERDOAR PECADOS: "PROTESTANTE X CATÓLICOS" - PARTE 1

"O começo da sabedoria é encontrado na dúvida; duvidando começamos
a questionar, e procurando podemos achar a verdade." 
“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.
MATEUS 16:19 – Esse versículo prova que Pedro, como o primeiro papa, recebeu de Cristo autoridade especial para perdoar pecados?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Após a confissão de Pedro de que Jesus é o filho de Deus, Jesus disse:”E eu te darei as chaves do Reino dois céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra será desligado os céus” ( Mat 16:19 ). De acordo com o ensino católico, a frase “as chaves do Reino dos céus” significa “a suprema autoridade na terra sobre o império terreno de Deus. A pessoa que possui o poder absoluto de permitir que alguém adentre i império de Deus, ou o exclua dele [e]...o poder de perdoar pecados deve também ser obrigatoriamente incluído no poder das chaves” ( Ott,1960, 418 ).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O fato de os discípulos de Jesus terem recebido o poder para pronunciar o perdão ou reter pecados por meio de Cristo não é questionado pelos protestantes. O que é questionado é se esse é um poder singular de propriedade exclusiva daqueles que se encontram com a ordenação adequada, tais como os sacerdotes católicos romanos. Não existe absolutamente nada nesse texto que indique que seja.
É importante observar que Jesus deu esse poder a todos os apóstolos ( MT 18.18 ), não somente a Pedro. Então, fosse esse poder da maneira que fosse, ele não era uma exclusividade de Pedro.
De fato, todos aqueles que proclamam o Evangelho possuem o mesmo poder, porque o Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Verdadeiramente, Paulo definiu o Evangelho em termos de Cristo morrendo e ressuscitando “por nossos pecados” ( I Co 15,1-4). Então cada pregador do Evangelho – clérigo ou leigo – tem o poder de falar baseado no fato de uma pessoa aceitar a morte de Cristo e a sua ressurreição em favor de si, que os pecados dessa pessoa estão perdoados. Semelhantemente, todos aqueles que evangelizam podem dizer àqueles que rejeitam o Evangelho que os seus pecados estão retidos. Pois, como disse o apóstolo Paulo, os mensageiros de Cristo são “o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente, cheiro de morte para morte” (2 Co15.16).
Os católicos reivindicam que o sacerdócio do Antigo Testamento é de algum modo ‘traduzido” para um sacerdócio neotestamentário,  baseado em Hebreus 7.12, e assim perdem por completo o ponto central dessa passagem. O escritor aos Hebreus está argumentando que tanto a lei como o sacerdócio do Antigo Testamento são encerrados por Cristo, que é o nosso grande Sumo Sacerdócio, pois ele escreve: “Mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” ( Hb 7.12). Ele então prossegue para dizer que “o precedente mandamento é abrogado”(v.18). Cristo não traduziu o sacerdócio de Arão, do AT, para um novo sacerdócio neotestamentário com seus sacerdotes. O objetivo central dessa passagem em Hebreus é mostrar que Cristo, cumprindo perfeitamente tudo o que o sacerdócio do AT prefigurava (7:11,18,19), o encerrou e o substituiu pelo seu próprio oficio sumo sacerdotal, segundo a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Arão (7.17-28).
Verdadeiramente,um claro contraste é feito aqui entre as ofertas repetitivas dos sacerdotes segundo a ordem de Arão e o sacrifício único e para sempre válido de Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, o que deveria provocar uma seria reflexão para os católicos romanos,que crêem que os sacerdotes católicos oferecem continuamente o sacrifício isento de sangue,isto é, a missa. O livro de Hebreus declara: “E assim o sacerdote aparece a cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados, mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos os pecados, está assentado para sempre a destra de Deus...Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são os que são santificados (Hb 10.11,12,14).De modo contrário à a alegação católica de que Hebreus esteja se referindo a um sacrifico feito um vez por todas, sem derramamento de sangue, nenhuma palavra que assegure essa interpretação é mencionada no texto. Hebreus diz enfaticamente o contrário daquilo que os católicos afirmam, isto é, que a missa é um sacrifício repetido sucessivamente. A Bíblia diz explicitamente que Cristo ofereceu um único sacrifico pelos os pecados praticados em todos os tempos. E então Ele se assentou (estando a sua obra concluída para todo o sempre) à destra de Deus (Hb 10.12). Esse sacrifício é chamado de “oblação...feita uma vez” no verso 11, o que é diretamente contrário à visão católica.
Enquanto o catolicismo romano reconhece que “a família cristã como um todo” é um “reino de sacerdotes”, contudo nega a pratica aquilo que o Novo Testamento claramente afirma, isto é. Que todos aqueles que creem são sacerdotes. Fazendo uma forte distinção entre o sacerdócio comum ou universal, e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, consideram ineficaz  o ensino do apostolo Pedro de que todos os eleitos de Deus (1Pe 1.1) são”o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (2.9).
     De fato, no Novo Concerto, apenas um sacerdote é necessário, o nosso grande Sumo Sacerdote Jesus Cristo (confira Hb 7.8). a tarefa deixada para todos os demais sacerdotes (isto é, para todos aqueles que creem) é ministrar o Evangelho (2 Co 3.4).
O apelo ao AT visando mostrar que todos os israelitas eram chamados de sacerdotes (Ex.19.21-24) mesmo tendo Deus estabelecido o sacerdócio da ordem de Arão, como sendo uma classe especial de ministro, falha em relação ao significado central de Hebreus (“Quick Questions”, This Rock [Setembro 1993],30). O sacerdócio da ordem de Arão foi finalizado – e cada crente tem acesso direto ao único Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, que vive sempre para interceder por nós!
O fato é que nenhuma passagem do NT os lideres da igreja são chamados de “sacerdotes”. São chamados de “presbíteros” (ou ancião) ou “bispos” (supervisores) que foram exortados pelo apostolo Pedro (1Pe 5.2) do seguinte modo:”Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto”. Pedro continua, exortando aos supervisores para que sejam o exemplo do rebanho:”E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”(1 Pe 5.4). A instituição hierárquica do sacerdócio católico romano como um todo, como uma classe especial de homens dotados de poderes sacerdotais especiais para perdoar pecados e para transformar os elementos da comunhão de fato no corpo e no sangue de Cristo, é contraria ao ensino desses versos. Nestes versos: 1) nenhuma pessoa é descrita como sacerdote, e nem possui poderes sacerdotais, exceto o Sumo Pastor, que é o próprio Cristo; 2) Pedro refere-se a si mesmo como “eu. Que sou também presbítero com eles”(v.1); 3)os lideres do rebanho são chamados de presbíteros, e não sacerdotes; 4)estes são descritos como sub-pastores e não como senhores absolutos (v.3) da Igreja; 5) eles não possuem nenhum poder especial de ligação, mas devem liderar através do bom exemplo, e não por constrangimento (vv2,3). O espírito no qual todo esse ensino está imbuído é contrario aos poderes sacerdotais reivindicados pela a Igreja Católica Romana.(Norman Geisler)

Deus vos abençõe!

"mundus vult decipi, ergo decipiatur"...(c.f. Rm 1:28)

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