terça-feira, 14 de junho de 2011

EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS EXTERNAS DA EXISTÊNCIA DE JESUS CRISTO.

Entre várias personalidades da Roma antiga estão Públio Lêntulo, Pôncio Pilatos e Cornélio Tácito que deixaram registros sobre a presença de Cristo na Galiléia. O historiador Titus Livius viveu no tempo de Lêntulo e de Pilatos e deixou registros sobre seus atos que estão disponíveis para leitura (traduzidos para o inglês) em  http://www.dominiopublico.gov.br.

A Epístola de Publius Lentullus (Públio Lêntulo) ao Senado

Esta descrição foi retirada de um manuscrito da biblioteca de Lord Kelly, anteriormente copiada de uma carta original de Públio Lêntulo em Roma. Era costume dos governadores romanos relatar ao Senado e ao povo coisas que ocorriam em suas respectivas províncias no tempo do imperador Tiberio César. Públio Lêntulo, que governou a Judéia antes de Pôncio Pilatos, escreveu a seguinte epístola ao Senado relativo ao Nazareno chamado Yeshua (Jesus), no princípio das pregações:

"Apareceu nestes nossos dias um homem, da nação Judia, de grande virtude, chamado Yeshua, que ainda vive entre nós, que pelos Gentios é aceito como um profeta de verdade, mas os seus próprios discípulos chamam-lhe o Filho de Deus - Ele ressuscita o morto e cura toda a sorte de doenças. Um homem de estatura um pouco alta, e gracioso, com semblante muito reverente, e os que o vêem podem amá-lo e temê-lo; seu cabelo é castanho, cheio, liso até as orelhas, ondulado até os ombros onde é mais claro. No meio da cabeça os cabelos são divididos, conforme o costume dos Nazarenos. A testa é lisa e delicada; a face sem manchas ou rugas, e avermelhada; o nariz e a boca não podem ser repreendidos; a barba é espessa, da cor dos cabelos, não muito longa, mas bifurcada; a aparência é inocente e madura; seus olhos são acinzentados, claros, e espertos - reprovando a hipocrisia, ele é terrível; admoestando, é cortês e justo; conversando é agradável, com seriedade. Não se pode lembrar de alguém tê-lo visto rir, mas muitos o viram lamentar. A proporção do corpo é mais que excelente; suas mãos e braços são delicados ao ver. Falando, é muito temperado, modesto, e sábio. Um homem, pela sua beleza singular, ultrapassa os filhos dos homens".

A carta de Pontius Pilate (Pôncio Pilatos) para Tiberius Caesar (Tibério César)

Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.

PARA TIBÉRIO CÉSAR:

Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso.

Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.

Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.

Seu criado mais obediente,
Pôncio Pilatos


Outra descrição de Jesus foi encontrada em "O Volume Archko" que contém documentos de tribunais oficiais dos dias de Jesus. Esta informação confirma que Ele veio de segmentos raciais que tiveram olhos azuis e cabelos dourados (castanhos claros). No capítulo intitulado "A Entrevista de Gamaliel" está declarado relativo ao aparecimento de Jesus (Yeshua):

"Eu lhe pedi que descrevesse esta pessoa para mim, de forma que pudesse reconhece-lo caso o encontrasse. Ele disse: 'Se você o encontrar [Yeshua] você o reconhecerá. Enquanto ele for nada mais que um homem, há algo sobre ele que o distingue de qualquer outro homem. Ele é a "cara da sua mãe", só não tem a face lisa e redonda. O seu cabelo é um pouco mais dourado que o seu, entretanto é mais queimado de sol do que qualquer outra coisa. Ele é alto, e os ombros são um pouco inclinados; o semblante é magro e de uma aparência morena, por causa da exposição ao sol. Os olhos são grandes e suavemente azuis, e bastante lerdos e concentrados....'. Este judeu [Nazareno] está convencido ser o messias do mundo. [...] esta é a mesma pessoa que nasceu da virgem em Belém há uns vinte e seis anos atrás..."

- O Volume de Archko, traduzido pelos Drs. McIntosh e Twyman do Antiquário Lodge, em Genoa, Itália, a partir dos manuscritos em Constantinopla e dos registros do Sumário do Senado levado do Vaticano em Roma (1896) 92-93  

Flavio Josefo, historiador judeu, em "Antiguidades dos Judeus"



Esta é uma citação de Flavio Josefo ( 37 a 100 d.C.), em suas escritas históricas do primeiro século intituladas, "Antiguidades dos Judeus" Livro 18, Capítulo 2, seção 3:

"Agora havia sobre este tempo Jesus, um homem sábio, se for legal chamá-lo um homem; porque ele era um feitor de trabalhos maravilhosos, professor de tais homens que recebem a verdade com prazer. Ele atraiu para si ambos, muitos judeus e muitos Gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, à sugestão dos principais homens entre nós, o tinha condenado à cruz, esses que o amaram primeiramente não o abandonaram; pois ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, como os profetas divinos tinham predito estas e dez mil outras coisas maravilhosas relativas a ele. E a tribo de cristãos, assim denominada por ele, não está extinta neste dia".

Cornélio Tácito, historiador romano

Cornélio Tácito foi um historiador romano que viveu entre aproximadamente 56 e 120 DC. Acredita-se que tenha nascido na França ou Gália numa família aristocrática provinciana. Ele se tornou senador, um cônsul, e eventualmente o governador da Ásia. Tácito escreveu pelo menos quatro tratados históricos. Por volta de 115 DC, publicou Anais nos quais declara explicitamente que Nero perseguiu os cristãos para chamar atenção para longe de si do incêndio de Roma em 64 DC. Naquele contexto, ele menciona Cristo que foi pôsto a morte por Pôncio Pilatos:

Christus: Anais 15.44.2-8

"Nero fixou a culpa e infligiu as torturas mais primorosas em uma classe odiada para as suas abominações, chamados pela plebe de cristãos. Cristo, de quem o nome teve sua origem, sofreu a máxima penalidade durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição mais danosa, assim conferidas para o momento, novamente falida não só na Judéia, a primeira fonte do mal, mas até mesmo em Roma..."

Fonte: Arqueologia bíblica.


"Toda a verdade atravessa três fases:
Primeira, é ridicularizada; Segunda, é violentamente contrariada; Terceira, é aceita como a própria prova."

Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PERDOAR PECADOS: "PROTESTANTE X CATÓLICOS" - PARTE 2

"O começo da sabedoria é encontrado na dúvida; duvidando começamos
a questionar, e procurando podemos achar a verdade."
 
“Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”.
JOÃO 20.21,22 - Este texto dá suporte à alegação católica de que ios seus sacerdotes possuem poder para perdoar pecados?
A MÁ INTERPRETAÇÃO: Baseados nesse texto,os católicos romanos mantém que “a igreja recebeu da parte de Cristo poder para perdoar pecados cometidos após o batismo” (Ott, 1960, 447). E “com estas palavras, Jesus transferiu aos apóstolos a missão que Ele mesmo recebeu do Pai...Do mesmo modo que Ele mesmo perdoou pecados na terra (MT 9.2 e seq,; Mc 2.5), agora investiu também os apóstolos de poder para perdoar pecados” (IBID,. 419). Os católicos acreditam que esse poder singular de perdoar pecados foi também concedido aos sacerdotes católicos romanos da atualidade.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não se discute que foi dada aos apóstolos o poder de pronunciar o perdão e/ou reter pecados. Contudo, a reivindicação católica de que esse seja um poder especial, de posse exclusiva de que seja um poder especial, de posse exclusiva daqueles que são ordenados sob a verdadeira autoridade apostólica – como a igreja católica alega possuir, dizendo ser os verdadeiros sucessores dos apóstolos – não encontra apoio nesse texto.
Nenhuma reivindicação é encontrada,em qualquer parte do texto, de que apenas sacerdotes devidamente ordenados de acordo com a autoridade apostólica, conforme alegam os ministros católicos romanos (juntamente com os cleros da igreja ortodoxa oriental e da antiga Católica, e algumas comunidades anglicanas), devam sozinhos possuir esse poder.
Todos os crentes que viveram nos primórdios da igreja cristã, incluindo pessoas leigas, anunciaram o Evangelho através do qual os pecados são perdoados (Rm 1.16; 1 Co 15.1-4). Esse ministério de perdão e reconciliação não foi limitado a qualquer classe especial conhecida como “sacerdotes” ou o “clero” (2 Co 3-5). Filipe, que era diácono (At 6.5), e não um presbítero ou sacerdote no sentido católico romano, pregou o evangelho aos samaritanos. Esse fato resultou na conversão de muitos deles (At 6.5), o que envolveu o perdão dos seus pecados. Os apóstolos vieram mais tarde não para cooperar na conversão dessas pessoas, mas para compartilhar com elas o especial “dom do Espírito Santo” (At 2.38; 8.18), com a evidente manifestação do falar línguas (confira At 2.1-4) que acompanhava esse dom especial (confira At 1.5; 2.38; 10.44-46).
Essa passagem em João é paralela à da Grande Comissão, na qual Jesus instruiu todos os seus discípulos a que levem ol Evangelho a todo o mundo e façam outros discípulos (MT 28.18-20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-49). Nessa ordem para a evangelização, Jesus promete, como faz na passagem em questão, que a pregação do Evangelho (Mc 16.15) resultará na “remissão dos pecados” (Lc 24.47) daqueles que cressem, e que pelo seu Espírito Santo estará junto deles até a consumação dos séculos (MT 28.20). Todos esses três aspectos tem um paralelo em João, onde encontramos Jesus dando o “Espírito Santo” aos discípulos (Jo 20.22), mandando que proclamassem o “perdão dos pecados” (Jo 20.23), e comissionando-os para que desempenhassem a sua missão na autoridade do Pai. “Assim como o pai me enviou, também eu vos envio a vós” (Jo 20.21). Então, examinando com mais cautela, não existe um poder maior, dado na passagem que está em João 20.22,23, do que aquele que todos os discípulos possuíram como resultado do grande comissionamento, tarefa esta reconhecida até mesmo pelo Vaticano II como uma obrigação de todo cristão (The documents of Vatican II, seção 120).    
Em resumo, de modo contrario às reivindicações católicas, não há nada em João 20.22,23 que apoie a primazia ou a infalibilidade do bispado de Roma, e nem de qualquer poder sacerdotal exclusivo. Trata-se simplesmente de uma afirmação na qual Jesus dá aos seus discípulos a habilidade de ministrar o perdão de pecados  todos aqueles que crêem na mensagem que os apóstolos foram comissionados a proclamar.(Norman Geisler).

Deus vos abençõe!

"mundus vult decipi, ergo decipiatur"...(c.f. Rm 1:28)

PERDOAR PECADOS: "PROTESTANTE X CATÓLICOS" - PARTE 1

"O começo da sabedoria é encontrado na dúvida; duvidando começamos
a questionar, e procurando podemos achar a verdade." 
“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.
MATEUS 16:19 – Esse versículo prova que Pedro, como o primeiro papa, recebeu de Cristo autoridade especial para perdoar pecados?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Após a confissão de Pedro de que Jesus é o filho de Deus, Jesus disse:”E eu te darei as chaves do Reino dois céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra será desligado os céus” ( Mat 16:19 ). De acordo com o ensino católico, a frase “as chaves do Reino dos céus” significa “a suprema autoridade na terra sobre o império terreno de Deus. A pessoa que possui o poder absoluto de permitir que alguém adentre i império de Deus, ou o exclua dele [e]...o poder de perdoar pecados deve também ser obrigatoriamente incluído no poder das chaves” ( Ott,1960, 418 ).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O fato de os discípulos de Jesus terem recebido o poder para pronunciar o perdão ou reter pecados por meio de Cristo não é questionado pelos protestantes. O que é questionado é se esse é um poder singular de propriedade exclusiva daqueles que se encontram com a ordenação adequada, tais como os sacerdotes católicos romanos. Não existe absolutamente nada nesse texto que indique que seja.
É importante observar que Jesus deu esse poder a todos os apóstolos ( MT 18.18 ), não somente a Pedro. Então, fosse esse poder da maneira que fosse, ele não era uma exclusividade de Pedro.
De fato, todos aqueles que proclamam o Evangelho possuem o mesmo poder, porque o Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Verdadeiramente, Paulo definiu o Evangelho em termos de Cristo morrendo e ressuscitando “por nossos pecados” ( I Co 15,1-4). Então cada pregador do Evangelho – clérigo ou leigo – tem o poder de falar baseado no fato de uma pessoa aceitar a morte de Cristo e a sua ressurreição em favor de si, que os pecados dessa pessoa estão perdoados. Semelhantemente, todos aqueles que evangelizam podem dizer àqueles que rejeitam o Evangelho que os seus pecados estão retidos. Pois, como disse o apóstolo Paulo, os mensageiros de Cristo são “o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente, cheiro de morte para morte” (2 Co15.16).
Os católicos reivindicam que o sacerdócio do Antigo Testamento é de algum modo ‘traduzido” para um sacerdócio neotestamentário,  baseado em Hebreus 7.12, e assim perdem por completo o ponto central dessa passagem. O escritor aos Hebreus está argumentando que tanto a lei como o sacerdócio do Antigo Testamento são encerrados por Cristo, que é o nosso grande Sumo Sacerdócio, pois ele escreve: “Mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” ( Hb 7.12). Ele então prossegue para dizer que “o precedente mandamento é abrogado”(v.18). Cristo não traduziu o sacerdócio de Arão, do AT, para um novo sacerdócio neotestamentário com seus sacerdotes. O objetivo central dessa passagem em Hebreus é mostrar que Cristo, cumprindo perfeitamente tudo o que o sacerdócio do AT prefigurava (7:11,18,19), o encerrou e o substituiu pelo seu próprio oficio sumo sacerdotal, segundo a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Arão (7.17-28).
Verdadeiramente,um claro contraste é feito aqui entre as ofertas repetitivas dos sacerdotes segundo a ordem de Arão e o sacrifício único e para sempre válido de Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, o que deveria provocar uma seria reflexão para os católicos romanos,que crêem que os sacerdotes católicos oferecem continuamente o sacrifício isento de sangue,isto é, a missa. O livro de Hebreus declara: “E assim o sacerdote aparece a cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados, mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos os pecados, está assentado para sempre a destra de Deus...Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são os que são santificados (Hb 10.11,12,14).De modo contrário à a alegação católica de que Hebreus esteja se referindo a um sacrifico feito um vez por todas, sem derramamento de sangue, nenhuma palavra que assegure essa interpretação é mencionada no texto. Hebreus diz enfaticamente o contrário daquilo que os católicos afirmam, isto é, que a missa é um sacrifício repetido sucessivamente. A Bíblia diz explicitamente que Cristo ofereceu um único sacrifico pelos os pecados praticados em todos os tempos. E então Ele se assentou (estando a sua obra concluída para todo o sempre) à destra de Deus (Hb 10.12). Esse sacrifício é chamado de “oblação...feita uma vez” no verso 11, o que é diretamente contrário à visão católica.
Enquanto o catolicismo romano reconhece que “a família cristã como um todo” é um “reino de sacerdotes”, contudo nega a pratica aquilo que o Novo Testamento claramente afirma, isto é. Que todos aqueles que creem são sacerdotes. Fazendo uma forte distinção entre o sacerdócio comum ou universal, e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, consideram ineficaz  o ensino do apostolo Pedro de que todos os eleitos de Deus (1Pe 1.1) são”o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (2.9).
     De fato, no Novo Concerto, apenas um sacerdote é necessário, o nosso grande Sumo Sacerdote Jesus Cristo (confira Hb 7.8). a tarefa deixada para todos os demais sacerdotes (isto é, para todos aqueles que creem) é ministrar o Evangelho (2 Co 3.4).
O apelo ao AT visando mostrar que todos os israelitas eram chamados de sacerdotes (Ex.19.21-24) mesmo tendo Deus estabelecido o sacerdócio da ordem de Arão, como sendo uma classe especial de ministro, falha em relação ao significado central de Hebreus (“Quick Questions”, This Rock [Setembro 1993],30). O sacerdócio da ordem de Arão foi finalizado – e cada crente tem acesso direto ao único Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, que vive sempre para interceder por nós!
O fato é que nenhuma passagem do NT os lideres da igreja são chamados de “sacerdotes”. São chamados de “presbíteros” (ou ancião) ou “bispos” (supervisores) que foram exortados pelo apostolo Pedro (1Pe 5.2) do seguinte modo:”Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto”. Pedro continua, exortando aos supervisores para que sejam o exemplo do rebanho:”E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”(1 Pe 5.4). A instituição hierárquica do sacerdócio católico romano como um todo, como uma classe especial de homens dotados de poderes sacerdotais especiais para perdoar pecados e para transformar os elementos da comunhão de fato no corpo e no sangue de Cristo, é contraria ao ensino desses versos. Nestes versos: 1) nenhuma pessoa é descrita como sacerdote, e nem possui poderes sacerdotais, exceto o Sumo Pastor, que é o próprio Cristo; 2) Pedro refere-se a si mesmo como “eu. Que sou também presbítero com eles”(v.1); 3)os lideres do rebanho são chamados de presbíteros, e não sacerdotes; 4)estes são descritos como sub-pastores e não como senhores absolutos (v.3) da Igreja; 5) eles não possuem nenhum poder especial de ligação, mas devem liderar através do bom exemplo, e não por constrangimento (vv2,3). O espírito no qual todo esse ensino está imbuído é contrario aos poderes sacerdotais reivindicados pela a Igreja Católica Romana.(Norman Geisler)

Deus vos abençõe!

"mundus vult decipi, ergo decipiatur"...(c.f. Rm 1:28)

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