quinta-feira, 14 de abril de 2011

GRAÇA X LEI - Como compreender?

Posição adotada por mim em relação a Lei Mosaica e a Graça [ Favor imerecido ]; por isso achei oportuno postar em meu blog um trecho do livro que mais me impressionou acerca deste assunto tão distinto dentre as denominações e que de "alguma forma" adotada entre nós, assim como ouvimos em muitas pregações. ( Marschall  Neri ) 



Autor: Vergílio Vicente.
A LEI DE MANDAMENTOS CARNAIS E A LEI DA GRAÇA
  Desfrutar verdadeiramente da salvação pela graça, significa: deixar para trás toda confiança nas ordenanças da Lei de mandamentos carnais, e passar a viver 100% em Jesus.
Duas condições para realização de obras são claramente encontradas na Bíblia Sagrada:
Primeira: As obras determinadas pela Lei da Graça.
Segunda: As obras determinadas pela Lei de Mandamentos Carnais.
As obras pela Lei da Graça são determi-nadas para os salvos (para os justificados em Cristo Jesus), o homem as realiza por ser salvo.
As obras pela Lei de mandamentos carnais são determinadas para ser salvo por elas (fora da graça de Cristo), o homem tenta realizá-las nas condições de próprio resgatador de si mesmo.
A Lei que condiciona a salvação pelas obras é considerada Lei de mandamentos carnais: são mandamentos, estatutos e juízos dados por Deus para o povo de Israel, por intermédio de Moisés; Lei esta, recebida no Monte Sinai, nomeada também de Lei de Moisés. É uma Lei que exige do ser humano muita capacidade e perfeição para o seu cumprimento. Dentro dessas indispensáveis condições, o homem seria resgatado dos seus pecados pela própria capacidade, sem precisar da Graça de Cristo.
Foi para isso que Deus deu a Lei, conforme está escrito:
a) “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles” (Lv 18.5).
b) “E dei-lhes os meus estatutos e lhes mostrei os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles” (Ez 20.11).
c) “Ora, Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: o homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10.5).
Mas, devido à incapacidade humana, a Lei acabou aumentando ainda mais o pecado do homem e suas misérias diante de Deus, pelo que diz: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse” (Rm 5.20). 
Isso, evidentemente, porque as obras da Lei não são praticadas pela fé em Cristo, mas sim pela capacidade humana, ou seja, pela força da carne; por isso, são consideradas obras de mandamentos carnais. “É a religião de baixo para cima”. Essa Lei ao se deparar com a incapacidade e fragilidade humana acaba gerando o pecado, por falta do seu cumprimento. É quando o pecado toma força contra o ser humano por intermédio da Lei; é o que conferimos na expressão do apóstolo Paulo: “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1 Co 15.56).
As obras do cristianismo, que vem pela lei da graça ou pela lei da liberdade, conforme relata Tiago (Tg 1.25; 2.12), são bem diferentes das obras de mandamentos carnais. Pelas obras de mandamentos carnais, as quais o homem tenta realizar para ser salvo por elas, a capacidade humana tem que estar à altura da exigência da lei; enquanto na lei da graça que há em Cristo Jesus, a exigência da lei se limita à altura da capacidade humana. Por isto é chamada de “Lei da Graça”. Por exemplo, em termos de assistência social, que é uma obra indispensável para a igreja, porém, se for ditada uma lei, que cada membro ajude certo número de necessitados com um determinado valor, não podendo ser menos, isso caracteriza obra de mandamento carnal. Pois é uma condição preestabelecida, que expressa confiança na carne; e pode algum membro não ter condição para isso; e na transgressão dessa determinação, o tal cometerá pecado. Mas se deixar em liberdade para que cada membro contribua conforme a sua prosperidade, isto é, dentro de sua capacidade, qualquer valor com que alguém venha contribuir, contanto que haja amor no seu coração, o tal estará agradando a Deus e cumprindo assim a lei da liberdade, em Cristo Jesus, livre de qualquer transgressão e isento da maldição da Lei.
Por esta razão, Deus, pela Sua misericórdia, tirou dos nossos ombros as ordenanças do Antigo Pacto, as quais proporcionavam força ao pecado, para que vivêssemos segundo a Sua Graça; é o resultado da expressão do apóstolo Paulo aos romanos: “Porque onde não há lei também não há transgressão” (Rm 4.15).
O Domínio e Força do Pecado
         Para obtermos um melhor esclarecimento concernente a esse “domínio e força do pecado” sobre o ser humano, comecemos analisando os versículos transcritos a seguir:
a) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).
b) “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1Co 15.56).
No primeiro versículo, encontramos uma advertência sobre “o domínio do pecado”, e no segundo, sobre a “força do pecado”; o que podemos observar é que ambos se caracterizam pela presença da Lei. Essa Lei que ao se deparar com a incapacidade da carne, gera o pecado tomando força e domínio sobre o ser humano.
Muitos nos têm feito a seguinte pergunta: “é a Lei pecado?” E a resposta corretamente dada é: de modo algum. Paulo, ao instruir os romanos sobre a força e o domínio do pecado por intermédio da Lei, é bem claro ao afirmar: “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7.12).
O que Paulo aponta como erro não procede da Lei, mas sim da imperfeição humana. É quando ele declara que a Lei enfermou pela carne (Rm 8.3).
A fragilidade humana não resiste à cobrança da perfeição da Lei. A Lei só teria condição para salvar se encontrasse perfeição e justiça no ser humano, porém é exatamente por falta dessas indispensáveis virtudes que torna impossível a salvação pela Lei.
Paulo revela o fracasso do homem diante da santidade e perfeição da Lei, dizendo: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7.14).
Se a Lei realmente encontrasse na carne suas requisitadas qualidades, não seria chamada de “Ministério da Morte” e “Ministério da Condenação”, como foi no capítulo 3, versículos 7 a 9 da Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, mas sim de “Ministério da Salvação”. Porém não havendo em nós as devidas qualidades, a Lei condenou a carne no pecado. Mas Deus, pelas riquezas da Sua Graça, enviou Seu Filho Jesus Cristo, guardando e cumprindo com perfeição a Lei que havia condenado a carne no pecado, e inverteu a situação, condenando o pecado na carne, para que fossemos livres da força e do domínio do pecado. Isto se não voltarmos a persistir na prática das ordenanças da Lei da condenação, a qual o dízimo faz parte integrante, mas vivermos 100% na Graça de Cristo.
Observemos Romanos 8.1-3, transcritos a seguir:
1) “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
2) Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
3) Porque o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne”.
Esta passagem bíblica é muito lida nas igrejas, mas pouco observada como instrução de isenção da Lei de mandamentos carnais, a qual gera o pecado. No versículo 2 (citado acima), Paulo declara: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”, em parte, é o mesmo que dizer: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do dízimo”. Isto, obviamente, porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, ensina a contribuir livremente e por amor à Obra de Deus, mas a lei de mandamentos carnais, que é a lei do pecado e da morte, ensina a cumprir percentual.
Na dispensação da Lei, o percentual de contribuição prefixado era o dízimo, e não podia, obviamente, ser dado menos. Pois, a qualquer impossibilidade do seu cumprimento, o pecado estava à porta, dominando o povo de Deus por tal transgressão.
Na lei da Graça, Deus tirou este poder do pecado, deixando livre qualquer percentual e de acordo com as possibilidades de cada cristão. É exatamente por este motivo que a lei da Graça não causa transgressão.
Deus tirou a Lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para livrar o Seu povo da maldita transgressão: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da mal-dição; porque está escrito: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gl 3.10).
Essa maldição só recai sobre o povo da Lei, que quer realizar obras exclusivas do Antigo Pacto, cujo dízimo faz parte. Esta confirmação encontramos na Palavra de Deus, ao lermos Malaquias 3.9, quando cujo texto refere-se à transgressão do dízimo, dizendo: “Com maldição sois amaldiçoados”. Para fugir da transgressão da Lei, só saindo de debaixo dela, conforme nos adverte Paulo na sua Epístola aos Romanos: “Porque onde não há lei também não há transgressão” (Rm 4.15).
Portanto, cristão, não se prenda debaixo do jugo da servidão, mas viva 100% na Graça de Cristo, para obter o generoso resultado que ela nos concede: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).
  Vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como por exemplo: Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc. O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como: circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de animais, abstinência de manjares, etc. etc. Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”, (Rm 7.12). Porém havia nela ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las. Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7.14).
Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18.5); tão boa que Jesus a consumou (Jo 17.4); e tão justa que Cristo nos salvou pela realização do seu cumprimento (Mt 5.17).
Vale salientar que aquele que quiser viver debaixo da Lei (se achando com capacidade para guardá-la) não pode desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.
Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5.3).
Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar, obviamente inclui o principal dela: o juízo, a misericórdia e a fé; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito: “Se o crente se circuncidar, Cristo de nada aproveitará
(Gl 5.2).
Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: mas não existe só um caminho? Não, é a resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicam-ente, existem dois caminhos:
1º) O da salvação pela Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).
2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus (a Nova Aliança).
Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”? Exatamente, levando em conta a incapacidade humana.
A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés, foi o primeiro caminho (oferecido por Deus) para a salvação da humanidade, segundo Levíticos 18.5, que diz: “E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles”, veja também Ez 20.11.
Paulo, escrevendo aos romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: “Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10.5).
Este é o caminho da salvação pela Lei (fora da Graça de Cristo), Gl 5.4.
Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça suficiente para guardar perfeitamente todos os mandamentos da Lei, pois está escrito: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10; Sl 53.2-3). Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os fariseus.
Existem vários textos bíblicos confirmando que a Lei permanece como caminho para a salvação humana. Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando o capítulo 10, versículo 19 da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”.
No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho; isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho); Velho, obviamente, porque veio antes do Novo. No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar”.
Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Quando então se acabará? A Lei só se acabará quando não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.
O capítulo 4 do livro “O Sábado, A Lei E A Graça”, escrito por Abraão de Almeida, publicado pela CPAD (Casas Publicadoras das Assembleias de Deus), diz o seguinte: “A Lei continua santa, boa e justa, mas, não estamos mais sujeitos a ela”.
Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente” (1 Tm 1.8).
Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da salvação pela Lei. Igualmente observemos os versículos transcritos a seguir:
a)            Rm 2.25: “A circuncisão é, na verdade proveitosa, se tu guardares a lei”.
 b)           Gl 5.3: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei”.
  c)           Rm 2.13: “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei, hão de ser justificados”.
  d)           Gl 3.12: “Ora, a lei não é da fé, mas, o homem que fizer estas coisas, por elas viverá”.
Porque na verdade, não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem; é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei. Porém, a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito; mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito. Tanto a Lei como Cristo, têm capacidade para salvar, porém, em condições bem distintas, ou seja, enquanto a Lei exige a perfeição, o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza (2º Co. 12.9).
Portanto, observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto, Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.
As Obras pela Lei da Graça
 Não estamos sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.21).
  Embora o cristão não tenha compromisso com a Lei de mandamentos carnais (o Antigo Pacto), ele tem com a lei de Cristo. A lei de Cristo, mesmo sendo chamada de ”Lei da liberdade” ou “Lei da fé”, não dispensa, dentro das possibilidades humanas, as boas obras. O próprio Jesus menciona as obras do cristão ao prometer o Seu galardão, quando diz: “E o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).
Tiago é claro ao afirmar: “A fé sem obra é morta” (Tg 2.17).
Muitos, por falta de interpretação correta das Santas Escrituras, julgam que a expressão de Tiago entra em contradição com algumas ex-pressões do apóstolo Paulo, como por exemplo, quando Paulo afirma aos efésios: “Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9), e aos romanos: “Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça” (Rm 11.6).
O que devemos entender é que Tiago está fazendo referência às obras da fé (do Novo Conserto), enquanto Paulo está falando das obras da Lei (do Antigo Conserto).
No capítulo 3, versículo 20, de sua Epístola aos Romanos, podemos claramente entender que Paulo se refere às obras da Lei do Antigo Pacto, quando profere a seguinte expressão: “Por isto nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). E no versículo 28 do mesmo capítulo, diz: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei ”. Porém o próprio apóstolo Paulo, quando se refere às obras que são pela fé, admoesta os cristãos, incentivando-os com grande ênfase, a realizá-las pelo amor e a fé cristã. Ao escrever sua Primeira Epístola a Tito, ele o desperta, dizendo que Jesus Cristo está preparando um povo de boas obras, quando diz: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). E na sua Epístola aos Efésios diz: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nela” (Ef 2.10).No cristianismo realmente é excluída a lei de mandamentos carnais, mas estabelecida a lei da fé, que opera por amor (Gl 5.6). 


Deus vos abençõe! 

Um comentário:

  1. Não matarás é da lei, e continua sendo praticado até hoje na graça. Como pode dizer o homem que quem pratica uma das obras da lei está condenado?

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