sexta-feira, 22 de abril de 2011

BATIZAR APÓS OS 12 ANOS APENAS? O QUE A BÍBLIA DIZ?

Na bíblia não mostra de forma OBJETIVA em qual idade a criança deve-se batizar, mas de forma SUBJETIVA; usando a RAZÃO e a HERMENÊUTICA é possível saber.





Vou explicar usando a tradição judaica, a história, a teologia.

A tradição Judaica: Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 dias de vida ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas ( aos 12 anos de idade ).

Partindo deste princípio entramos nas Escrituras Sagradas, no Velho Testamento existe uma passagem onde nos dá um ensinamento sobre a questão, existe um período de idade da criança que eu costumo denominar idade fora da Razão, onde a criança é inocente de seus atos.

Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis. Porém o SENHOR fará vir sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre a casa de teu pai, pelo rei da Assíria, dias tais, quais nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de Judá. Porque há de acontecer que naquele dia assobiará o SENHOR às moscas, que há no extremo dos rios do Egito, e às abelhas que estão na terra da Assíria; E todas elas virão, e pousarão nos vales desertos e nas fendas das rochas, e em todos os espinheiros e em todos os arbustos. Naquele mesmo dia rapará o Senhor com uma navalha alugada, que está além do rio, isto é, com o rei da Assíria, a cabeça e os cabelos dos pés; e até a barba totalmente tirará. ( Isa 7:14-20 / ARF )

Essa foi uma profecia de dupla aplicação, pois dizia a respeito de Jesus Cristo (Is. 7:14) e a cerca da queda dos reinos Síria, Israel e Judá; usando como analogia o nascimento do filho de Ísaias ( Is 8:3,4 )

Voltando ao capítulo 7

Vers. 15 – coalhada e mel; significavam a volta à dieta simples dos que viviam da terra incultivada. A invasão assíria devastaria os campos e impossibilitaria a agricultura ( Vers 22-25 ).

Vers. 15b - quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem ; essa passagem faz saber, a idade da determinação e responsábilidade moral, de acordo com a lei, que é apartir dos 12 anos.

Essa profecia foi feita a Acaz rei de Judá, onde vaticinava que qdo o menino estivesse com 12 anos ( 722/721 a. C ) estaria comendo coalhada e mel em vez dos produtos agricolas, isto em virtude da devastação de Israel pela Assíria.

Vers. 16 - antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem [...] terra [...] deserta; conferir com os versos 4; e 8:4; “Antes” do menino ter 12 anos; a Síria e Israel terão sido despojados.

Isso aconteceu em 732 a. C qdo o menino estava com cerca de dois anos de idade.

Vers. 17 – Efraim se separou de Judá, quase dois séculos antes ( I Rs 12:19,20 ). O apelo de Acaz fez a Assíria traria alivio temporário ( II Rs 16:8,9 ). Mas no fim a Assíria acabaria atacando Judá ( Is 8:7,8 e 36:1 ).

Vers 18,20,23 - Qdo o filho de Ísaias tinha cerca de 1 a 2 anos de idade, o período é idêntico entre 7:16 e 8:4 onde Damasco ( capital da Síria ) foi esmagado por Tiglate-Pileser III rei da Assíria em 732 a.C., e Israel foi totalmente derrotado no mesmo ano.

Embora a primeira etapa da destruição do Reino do Norte ( Samaria ) só foi completada em 722-721 a.C. qdo o menino estava com cerca de 10 a 11 anos de idade.



CONCLUSÃO: Dentro deste contexto fica fácil compreender, toda criança abaixo dos doze anos não tem idade para determinação e responsábilidade moral [ pode haver exeções ]; e para tanto não deve se batizar, pois para tal precisa crer e ter real noção do compromisso feito com Deus.

Qto aos que tem o dom de evidências de línguas abaixo dos doze anos, pelo dom mostra publicamente que creu no Senhor, afinal; o dom só pode ser manifesto no homem pelo Espírito Santo por meio da fé:

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. ( Ef. 1:13 )

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. ( Rm. 10:17 )

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. ( Ef. 2:10 ); mencionei este versículo pois todo cristão tem que saber o certo o errado; o santo e o profano; e procurar andar na retidão e santificação.

Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. ( I Pe. 1:15,16 )

Isso não quer dizer que somos perfeitos e não pecamos; pelo contrário, todos, sem exeção peca, mas devemos nos esforçar em andar em santificação gradativamente, conforme as forças de cada um; e não viver na prática do pecado, tendo o pecado como norma de vida.

E qdo pecar, arrependa-te de coração e peça perdão a Deus em nome do Senhor Jesus,

Porque não temos um sumo sacerdote [ Jesus Cristo ] que não possa compadecer-se das nossas fraquezas [ pecados ]; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. ( Heb. 4:15)

Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. ( I Jo 1:8-10 )

MAS VEJAM BEM:

MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. ( I Jo 2:1,2 )

Isto não quer dizer viver deliberadamente em pecado como os ímpios, mas procurando andar nas boas obras, mesmo que por incapacidade humana acabamos pecando por fraqueza e não por hábito.

Dentro deste contexto precedente, é tirado a responsabilidade das costas dos pais e adultos; pois a razão mostra que os responsáveis pelas crianças são os mesmos.

MAS QDO TRATA-SE DE SALVAÇÃO, o batismo não salva, é apenas uma confissão pública que o tal creu no Senhor Jesus, somos unicamente salvos pela fé, nem sempre será possível alguém batizar, como o ladrão na cruz ou por outro motivo JUSTIFICÁVEL. 

Isso é uma precaução ( com responsábilidade ); afinal; se a criança creu mas não tem o dom de evidências de novas línguas para batizar e veio a falecer, ESTÁ SALVA; pois a salvação é pela fé no Senhor Jesus, e tbm tem a questão da idade da RAZÃO que postei acima.

O dom de línguas é um sinal para os adultos que a criança realmente entendeu o evangelho e creu; assim como as boas obras é um sinal que realmente os irmãos tem fé no Senhor Jesus, pois a fé produz boas obras.

Por isso os pais devem ensinar os filhos desde da mais tenra meninice no caminho do Senhor, para que possa eles crerem e terem a REAL certeza de salvação pela fé em Jesus Cristo, com ou sem batismo.


Deus vos abençõe! ( Ir. Marschall )

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESTÃO TE DIZENDO A VERDADE? VC ESTÁ DIZENDO A VERDADE? Analisem!

SÓCRATES E A FOFOCA.



A fofoca é algo que faz parte de nossas vidas. Mas, será que ela traz algo de bom? Será que o que é falado nessa situação deve ser levado em conta?


No dia de hoje trago uma mensagem para refletirmos sobre os 3 filtros que devemos usar antes de julgar alguém ou alguma coisa.



Muito interessante!!

Reflitam!!

Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos 3 filtros".
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer.
O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
- Bem... Acabo de saber...
- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar?
Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário.
- Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade!
Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade. O que queres me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito.
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?

Deus vos abençõe!

Fonte: ENCICLOPÉDIA ENCYDIA.

domingo, 17 de abril de 2011

HINO: A paz eu vos dou - NOVO HINÁRIO. - LINDO DEMAIS!.

video


1. "A paz Eu vos deixo", falou o Salvador,
"A paz que o mundo não dá."
Fiel é o Senhor que, por grande amor,
A Palavra em nós cumprirá.

CORO: Haja paz desde os céus;
Haja paz sobre o povo de Deus.

2. Ainda que os montes se movam do lugar
E a terra não mais produzir
E tudo, no mundo, pareça falhar,
Os fiéis vão a Cristo seguir.

3. Real fortaleza que não se abalará,
Jesus veio em nós construir;
Em Deus, nossa crença fundada está;
Aguardamos glorioso porvir.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

GRAÇA X LEI - Como compreender?

Posição adotada por mim em relação a Lei Mosaica e a Graça [ Favor imerecido ]; por isso achei oportuno postar em meu blog um trecho do livro que mais me impressionou acerca deste assunto tão distinto dentre as denominações e que de "alguma forma" adotada entre nós, assim como ouvimos em muitas pregações. ( Marschall  Neri ) 



Autor: Vergílio Vicente.
A LEI DE MANDAMENTOS CARNAIS E A LEI DA GRAÇA
  Desfrutar verdadeiramente da salvação pela graça, significa: deixar para trás toda confiança nas ordenanças da Lei de mandamentos carnais, e passar a viver 100% em Jesus.
Duas condições para realização de obras são claramente encontradas na Bíblia Sagrada:
Primeira: As obras determinadas pela Lei da Graça.
Segunda: As obras determinadas pela Lei de Mandamentos Carnais.
As obras pela Lei da Graça são determi-nadas para os salvos (para os justificados em Cristo Jesus), o homem as realiza por ser salvo.
As obras pela Lei de mandamentos carnais são determinadas para ser salvo por elas (fora da graça de Cristo), o homem tenta realizá-las nas condições de próprio resgatador de si mesmo.
A Lei que condiciona a salvação pelas obras é considerada Lei de mandamentos carnais: são mandamentos, estatutos e juízos dados por Deus para o povo de Israel, por intermédio de Moisés; Lei esta, recebida no Monte Sinai, nomeada também de Lei de Moisés. É uma Lei que exige do ser humano muita capacidade e perfeição para o seu cumprimento. Dentro dessas indispensáveis condições, o homem seria resgatado dos seus pecados pela própria capacidade, sem precisar da Graça de Cristo.
Foi para isso que Deus deu a Lei, conforme está escrito:
a) “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles” (Lv 18.5).
b) “E dei-lhes os meus estatutos e lhes mostrei os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles” (Ez 20.11).
c) “Ora, Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: o homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10.5).
Mas, devido à incapacidade humana, a Lei acabou aumentando ainda mais o pecado do homem e suas misérias diante de Deus, pelo que diz: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse” (Rm 5.20). 
Isso, evidentemente, porque as obras da Lei não são praticadas pela fé em Cristo, mas sim pela capacidade humana, ou seja, pela força da carne; por isso, são consideradas obras de mandamentos carnais. “É a religião de baixo para cima”. Essa Lei ao se deparar com a incapacidade e fragilidade humana acaba gerando o pecado, por falta do seu cumprimento. É quando o pecado toma força contra o ser humano por intermédio da Lei; é o que conferimos na expressão do apóstolo Paulo: “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1 Co 15.56).
As obras do cristianismo, que vem pela lei da graça ou pela lei da liberdade, conforme relata Tiago (Tg 1.25; 2.12), são bem diferentes das obras de mandamentos carnais. Pelas obras de mandamentos carnais, as quais o homem tenta realizar para ser salvo por elas, a capacidade humana tem que estar à altura da exigência da lei; enquanto na lei da graça que há em Cristo Jesus, a exigência da lei se limita à altura da capacidade humana. Por isto é chamada de “Lei da Graça”. Por exemplo, em termos de assistência social, que é uma obra indispensável para a igreja, porém, se for ditada uma lei, que cada membro ajude certo número de necessitados com um determinado valor, não podendo ser menos, isso caracteriza obra de mandamento carnal. Pois é uma condição preestabelecida, que expressa confiança na carne; e pode algum membro não ter condição para isso; e na transgressão dessa determinação, o tal cometerá pecado. Mas se deixar em liberdade para que cada membro contribua conforme a sua prosperidade, isto é, dentro de sua capacidade, qualquer valor com que alguém venha contribuir, contanto que haja amor no seu coração, o tal estará agradando a Deus e cumprindo assim a lei da liberdade, em Cristo Jesus, livre de qualquer transgressão e isento da maldição da Lei.
Por esta razão, Deus, pela Sua misericórdia, tirou dos nossos ombros as ordenanças do Antigo Pacto, as quais proporcionavam força ao pecado, para que vivêssemos segundo a Sua Graça; é o resultado da expressão do apóstolo Paulo aos romanos: “Porque onde não há lei também não há transgressão” (Rm 4.15).
O Domínio e Força do Pecado
         Para obtermos um melhor esclarecimento concernente a esse “domínio e força do pecado” sobre o ser humano, comecemos analisando os versículos transcritos a seguir:
a) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).
b) “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1Co 15.56).
No primeiro versículo, encontramos uma advertência sobre “o domínio do pecado”, e no segundo, sobre a “força do pecado”; o que podemos observar é que ambos se caracterizam pela presença da Lei. Essa Lei que ao se deparar com a incapacidade da carne, gera o pecado tomando força e domínio sobre o ser humano.
Muitos nos têm feito a seguinte pergunta: “é a Lei pecado?” E a resposta corretamente dada é: de modo algum. Paulo, ao instruir os romanos sobre a força e o domínio do pecado por intermédio da Lei, é bem claro ao afirmar: “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7.12).
O que Paulo aponta como erro não procede da Lei, mas sim da imperfeição humana. É quando ele declara que a Lei enfermou pela carne (Rm 8.3).
A fragilidade humana não resiste à cobrança da perfeição da Lei. A Lei só teria condição para salvar se encontrasse perfeição e justiça no ser humano, porém é exatamente por falta dessas indispensáveis virtudes que torna impossível a salvação pela Lei.
Paulo revela o fracasso do homem diante da santidade e perfeição da Lei, dizendo: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7.14).
Se a Lei realmente encontrasse na carne suas requisitadas qualidades, não seria chamada de “Ministério da Morte” e “Ministério da Condenação”, como foi no capítulo 3, versículos 7 a 9 da Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, mas sim de “Ministério da Salvação”. Porém não havendo em nós as devidas qualidades, a Lei condenou a carne no pecado. Mas Deus, pelas riquezas da Sua Graça, enviou Seu Filho Jesus Cristo, guardando e cumprindo com perfeição a Lei que havia condenado a carne no pecado, e inverteu a situação, condenando o pecado na carne, para que fossemos livres da força e do domínio do pecado. Isto se não voltarmos a persistir na prática das ordenanças da Lei da condenação, a qual o dízimo faz parte integrante, mas vivermos 100% na Graça de Cristo.
Observemos Romanos 8.1-3, transcritos a seguir:
1) “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
2) Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
3) Porque o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne”.
Esta passagem bíblica é muito lida nas igrejas, mas pouco observada como instrução de isenção da Lei de mandamentos carnais, a qual gera o pecado. No versículo 2 (citado acima), Paulo declara: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”, em parte, é o mesmo que dizer: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do dízimo”. Isto, obviamente, porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, ensina a contribuir livremente e por amor à Obra de Deus, mas a lei de mandamentos carnais, que é a lei do pecado e da morte, ensina a cumprir percentual.
Na dispensação da Lei, o percentual de contribuição prefixado era o dízimo, e não podia, obviamente, ser dado menos. Pois, a qualquer impossibilidade do seu cumprimento, o pecado estava à porta, dominando o povo de Deus por tal transgressão.
Na lei da Graça, Deus tirou este poder do pecado, deixando livre qualquer percentual e de acordo com as possibilidades de cada cristão. É exatamente por este motivo que a lei da Graça não causa transgressão.
Deus tirou a Lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para livrar o Seu povo da maldita transgressão: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da mal-dição; porque está escrito: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gl 3.10).
Essa maldição só recai sobre o povo da Lei, que quer realizar obras exclusivas do Antigo Pacto, cujo dízimo faz parte. Esta confirmação encontramos na Palavra de Deus, ao lermos Malaquias 3.9, quando cujo texto refere-se à transgressão do dízimo, dizendo: “Com maldição sois amaldiçoados”. Para fugir da transgressão da Lei, só saindo de debaixo dela, conforme nos adverte Paulo na sua Epístola aos Romanos: “Porque onde não há lei também não há transgressão” (Rm 4.15).
Portanto, cristão, não se prenda debaixo do jugo da servidão, mas viva 100% na Graça de Cristo, para obter o generoso resultado que ela nos concede: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).
  Vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como por exemplo: Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc. O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como: circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de animais, abstinência de manjares, etc. etc. Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”, (Rm 7.12). Porém havia nela ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las. Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7.14).
Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18.5); tão boa que Jesus a consumou (Jo 17.4); e tão justa que Cristo nos salvou pela realização do seu cumprimento (Mt 5.17).
Vale salientar que aquele que quiser viver debaixo da Lei (se achando com capacidade para guardá-la) não pode desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.
Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5.3).
Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar, obviamente inclui o principal dela: o juízo, a misericórdia e a fé; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito: “Se o crente se circuncidar, Cristo de nada aproveitará
(Gl 5.2).
Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: mas não existe só um caminho? Não, é a resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicam-ente, existem dois caminhos:
1º) O da salvação pela Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).
2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus (a Nova Aliança).
Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”? Exatamente, levando em conta a incapacidade humana.
A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés, foi o primeiro caminho (oferecido por Deus) para a salvação da humanidade, segundo Levíticos 18.5, que diz: “E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles”, veja também Ez 20.11.
Paulo, escrevendo aos romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: “Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10.5).
Este é o caminho da salvação pela Lei (fora da Graça de Cristo), Gl 5.4.
Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça suficiente para guardar perfeitamente todos os mandamentos da Lei, pois está escrito: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10; Sl 53.2-3). Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os fariseus.
Existem vários textos bíblicos confirmando que a Lei permanece como caminho para a salvação humana. Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando o capítulo 10, versículo 19 da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”.
No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho; isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho); Velho, obviamente, porque veio antes do Novo. No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar”.
Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Quando então se acabará? A Lei só se acabará quando não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.
O capítulo 4 do livro “O Sábado, A Lei E A Graça”, escrito por Abraão de Almeida, publicado pela CPAD (Casas Publicadoras das Assembleias de Deus), diz o seguinte: “A Lei continua santa, boa e justa, mas, não estamos mais sujeitos a ela”.
Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente” (1 Tm 1.8).
Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da salvação pela Lei. Igualmente observemos os versículos transcritos a seguir:
a)            Rm 2.25: “A circuncisão é, na verdade proveitosa, se tu guardares a lei”.
 b)           Gl 5.3: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei”.
  c)           Rm 2.13: “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei, hão de ser justificados”.
  d)           Gl 3.12: “Ora, a lei não é da fé, mas, o homem que fizer estas coisas, por elas viverá”.
Porque na verdade, não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem; é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei. Porém, a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito; mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito. Tanto a Lei como Cristo, têm capacidade para salvar, porém, em condições bem distintas, ou seja, enquanto a Lei exige a perfeição, o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza (2º Co. 12.9).
Portanto, observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto, Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.
As Obras pela Lei da Graça
 Não estamos sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.21).
  Embora o cristão não tenha compromisso com a Lei de mandamentos carnais (o Antigo Pacto), ele tem com a lei de Cristo. A lei de Cristo, mesmo sendo chamada de ”Lei da liberdade” ou “Lei da fé”, não dispensa, dentro das possibilidades humanas, as boas obras. O próprio Jesus menciona as obras do cristão ao prometer o Seu galardão, quando diz: “E o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).
Tiago é claro ao afirmar: “A fé sem obra é morta” (Tg 2.17).
Muitos, por falta de interpretação correta das Santas Escrituras, julgam que a expressão de Tiago entra em contradição com algumas ex-pressões do apóstolo Paulo, como por exemplo, quando Paulo afirma aos efésios: “Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9), e aos romanos: “Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça” (Rm 11.6).
O que devemos entender é que Tiago está fazendo referência às obras da fé (do Novo Conserto), enquanto Paulo está falando das obras da Lei (do Antigo Conserto).
No capítulo 3, versículo 20, de sua Epístola aos Romanos, podemos claramente entender que Paulo se refere às obras da Lei do Antigo Pacto, quando profere a seguinte expressão: “Por isto nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). E no versículo 28 do mesmo capítulo, diz: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei ”. Porém o próprio apóstolo Paulo, quando se refere às obras que são pela fé, admoesta os cristãos, incentivando-os com grande ênfase, a realizá-las pelo amor e a fé cristã. Ao escrever sua Primeira Epístola a Tito, ele o desperta, dizendo que Jesus Cristo está preparando um povo de boas obras, quando diz: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). E na sua Epístola aos Efésios diz: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nela” (Ef 2.10).No cristianismo realmente é excluída a lei de mandamentos carnais, mas estabelecida a lei da fé, que opera por amor (Gl 5.6). 


Deus vos abençõe! 

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